A participação dos negros na fundação de Jaraguá do Sul, seus costumes, gastronomia e sua contribuição para o desenvolvimento da cidade estão ganhando as páginas de um livro. A iniciativa, dedicada ao resgate histórico dos afrodescendentes, agora entra na fase de captação de recursos para viabilizar a publicação. Para custear toda a produção, impressão e lançamento em larga escala, serão necessários R$ 45 mil. Conforme o membro da Comissão de Resgate dos Afrodescendentes da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, o ex-vereador Francisco Alves, o grupo de voluntários trabalha há pouco mais de dois anos na produção do volume. "Começou quando nos reunimos com o intuito de fazer um levantamento histórico, porque achamos importante fazer o resgate da população negra em Jaraguá do Sul. Nesse tempo fizemos uma série de pesquisas e também entrevistas que integram o livro", conta. O título abordará diversos assuntos ligados à cultura afro, além de lembrar de personalidades importantes para a história da cidade, como o Mestre Manequinha, um dos expoentes das manifestações folclóricas. A cultura do Boi de Mamão, do Carnaval, com a escola Estrela D'Alva, as parteiras Maria Rosa ou Dona Infância, e ainda o Morro da África, hoje chamado de Boa Vista, são elementos que mostram essa trajetória. "Existem muitas histórias, mas pouco material em si, então o livro vai agregar isso. Mostrar que o negro fez e faz parte da história de Jaraguá Sul e fazer com que ele (o livro) chegue a todas as escolas, bibliotecas da cidade e de toda Santa Catarina", estima. Alves afirma que a obra está na fase de "ajustes finais" na parte textual e que a comissão agora trabalha na captação de recursos para a finalização do projeto. "Estamos buscando apoiadores para custear a publicação, pessoas ou empresas interessadas em contribuir com o projeto. Nossa ideia é que o livro seja lançado ainda no primeiro semestre de 2018", estima. Ele calcula que serão impressos de três a cinco mil exemplares. No mínimo mil deles deverão ser distribuídos gratuitamente. "Para todos nós, envolvidos no projeto, é uma felicidade. Porque é um olhar especial, principalmente para que os afrodescendentes sejam vistos como pessoas que também ajudaram a construir Jaraguá do Sul, que fazem parte dessa história. E não tenho dúvidas de que será uma grande obra e que as pessoas vão gostar de conhecer mais sobre isso", afirma. Além da versão impressa, o livro deve ser disponibilizado nas plataformas digitais.

"Existem muitas histórias, mas pouco material em si, então o livro vai agregar isso. Mostrar que o negro fez e faz parte da história de Jaraguá Sul e fazer com que ele (o livro) chegue a todas as escolas, bibliotecas da cidade e de toda Santa Catarina."

Francisco Alves, membro da Comissão de Resgate dos Afrodescendentes de Jaraguá do Sul

  Como ajudar? Quem quiser contribuir com o projeto, seja financeiramente ou enviando fotos antigas ou relatos relacionados ao tema, pode entrar em contato com o próprio Francisco Alves pelo (47) 9286-1051 ou então com a Design Editora pelo telefone 47/3372-3778.