Foi difícil nos últimos dias passar por alguma rede social e não se deparar com diversas fotos de pessoas com o rosto envelhecido. Já não é novidade que o aplicativo FaceApp caiu no gosto do público por "prever o futuro".

Mas o que muitos não imaginam é que entrar nessa brincadeira pode custar informações valiosas. Para começar, os servidores do aplicativo estão na Rússia, onde a política de privacidade é suficientemente vaga para que se pense duas vezes antes de aceitar seu termos.

Quando se aceitam as condições de uso do aplicativo, é especificado no pedido de autorização que os dados podem ser cedidos a terceiros, mas não os usos que essas empresas poderiam fazer da informação.

Além disso, não costuma ser um elemento no qual os usuários reparam quando continuam com a instalação.

O texto da política de privacidade também diz que a empresa usa a informação que recebe para "melhorar e testar a eficácia do serviço, desenvolver e testar novos produtos e recursos, monitorizar métricas como o número total de visitantes, tráfego e padrões demográficos, diagnosticar ou corrigir problemas tecnológicos, e para atualizar automaticamente a web".

O advogado Michael Bradley disse ao ABC News que, assim como muitos serviços que vêm de graça no mundo da tecnologia, é preciso tomar cuidado com as intenções do criador.

"Qualquer um que tenha colocado seu rosto [em uma plataforma] online com seu nome e outros dados de identificação já está muito vulnerável a ser capturado digitalmente para futuros usos de reconhecimento facial", alertou Bradley à ABC.

 

Com informações do Olhar Digital

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito: 

WhatsApp  

Telegram  

Facebook Messenger