Alvos de chacota dos joinvilenses por décadas, as instalações com baldes e bacias de Luiz Henrique Schwanke hoje têm reconhecido valor artístico e ocupam lugar em museus respeitados como o Oscar Niemeyer, em Curitiba. É da capital paranaense, onde o artista de Joinville também construiu sua história, que virá uma das obras de “A expressão reta não sonha: os devaneios de Schwanke”, exposição que inaugura neste sábado (22), às 10h, no Instituto Juarez Machado.

Trata-se da segunda edição do projeto Schwanke: Destaque, criado pelo museu que leva o nome do artista como forma de jogar nova luz sobre o trabalho deste que é um dos maiores nomes da arte contemporânea catarinense, falecido em 1992.

Desta vez, o recorte escolhido é apropriação de objetos plásticos por parte de Schwanke, como as colunas de bacias brancas (foto no alto), expostas pela primeira vez em 1989 na rodoviária de Joinville, no que foi a primeira intervenção urbana da cidade. Elas foram doadas em 1994 para o Museu Oscar Niemeyer e agora retornam momentaneamente para a exposição que começa neste fim de semana.

A mostra, com curadoria da crítica de arte e professora dra. Maria José Justino, destaca ainda a série de pinturas popularmente conhecida como “Linguarudos” e apresenta uma obra inédita do artista, a mandala verde.

Além de um bate-papo com a curadora, na abertura da exposição, a curadoria educativa do MAC Schwanke realizará, gratuitamente, oficina e palestras pensadas especialmente para os professores, contemplando o estudo e a discussão da obra de Schwanke, mas também a BNCC e o ensino da arte. Esses encontros acontecerão no domingo (23) e na terça-feira (25).