A virada do ano representa, também, a renovação dos sonhos. Nesta época, os projetos que marcam uma nova etapa são traçados e alguns rituais são repetidos para garantir um ingrediente fundamental: a sorte. Seja na ceia, na cor das roupas ou no abraço com votos de prosperidade, famílias de todos os cantos do planeta vão brindar a chegada de 2018 desejando dias melhores. E muitas, pertinho do mar. O litoral catarinense atrai grande público no Réveillon. A orla marítima de Balneário Camboriú costuma ser uma das mais disputadas. Neste ano, deverá receber um milhão de pessoas que, além de acompanhar o espetáculo pirotécnico, podem aproveitar para pular as sete ondas. O ritual, um dos mais comuns no país, permite conexão direta com Iemanjá, rainha das águas e mares, que segundo a crença popular, atende os desejos solicitados. E é esse o destino do empresário Diego Zaninotto e sua família, que há cerca de oito anos celebram a virada em Balneário Camboriú. Junto das filhas, Leona, seis anos, Dora, oito meses, e da mulher, Loren Cichocki, ele reunirá os parentes para a ceia. “Geralmente encontro meus pais e meu irmão lá para passar o Réveillon. A gente segue a superstição na questão da ceia. Minha esposa prepara o tradicional: lentilha, uvas, aquelas receitas de praxe. Também costumamos vestir branco”, conta. Por causa das filhas, ainda pequenas, a família evita ficar na praia durante a virada. “No dia 1º, que é quando vou com as crianças para a praia, temos o hábito de pular as sete ondas. É gostoso. É uma época muito boa, porque além das festas, a gente vive esse novo. Sempre há esperança. Dificilmente alguém vira o ano pensando nas dificuldades que vai enfrentar. Quando a gente está pensando na família, o foco são as realizações”, ressalta. Para Zaninotto, 2017 foi um ano muito especial por causa do nascimento da caçula. Ele recorda que, em 2016, praticamente todos os desejos do casal estavam voltados à chegada de Dora. “Agora, vêm novos pedidos e agradecimentos. Gosto sempre de agradecer mais do que pedir. É isso que a gente faz”, afirma. Para ele, o que não pode faltar na virada é a união da família. É fundamental poder se reunir aos parentes, desejando boas energias para o ano que inicia. “Acho que é isso, brindar na companhia dos familiares, das pessoas mais importantes”, aponta. Pensando de forma global, Zaninotto deseja que em 2018 as pessoas reflitam mais e respeitem mais as opiniões dos outros. “O mundo está vivendo um momento em que as pessoas estão sendo muito rígidas e têm deixado as opiniões dos outros de lado. No mundo inteiro, você percebe um movimento de separação, de intolerância... Então, o que desejo para 2018, principalmente aqui no Brasil, onde a gente vai estar passando por eleições - e aí começam a surgir ideias e linhas de pensamento em que uma coisa é certa em detrimento de outra -, é que as pessoas possam se entender e enxergar o ponto de vista do outro, ser mais tolerantes”, diz. Programação da virada em algumas praias catarinenses Balneário Barra do Sul No Réveillon, um palco montado na Boca da Barra receberá a dupla sertaneja Lucca e Gael, além de DJ. Haverá também a tradicional queima de fogos.  Balneário Camboriú Com duração de 15 minutos, o espetáculo pirotécnico ocorrerá por meio de dez balsas na Praia Central, posicionadas entre Pontal Norte e Barra Sul. O Réveillon de Balneário Camboriú é considerado o segundo maior do Brasil, logo atrás do de Copacabana, no Rio de Janeiro. A expectativa é atrair um milhão de pessoas. Balneário Piçarras No sábado (30), tem apresentação da Banda Torre de Babel no Molhe Central, às 22h. No domingo (31), a Torre de Babel volta ao palco às 22h e se apresenta até a meia-noite, quando inicia a contagem regressiva com show pirotécnico de dez minutos. Pelo menos 80 mil pessoas são esperadas. Barra Velha Neste sábado (30), a programação de verão, que ocorre na Praia Central, será aberta com show nacional do cantor Valentim. A cantora Gabriela Jacinto fará o esquenta. Na virada, a novidade fica por conta da balsa de fogos no mar. O show pirotécnico iluminará o céu da cidade de dez a 12 minutos. A animação começa às 21h, com o som de DJs locais, e logo após a banda Tipo Exportação dará a continuidade à festa e fará a contagem regressiva para 2018. No dia 1º, haverá shows da Banda The Jhows e Setor 5, a partir das 19h. 120 mil pessoas são esperadas. São Francisco do Sul Pelo segundo ano consecutivo, não terá queima de fogos na virada. A medida, segundo a administração municipal, visa reduzir gastos. A programação inclui shows em dois pontos da cidade, por meio de parceria público-privada. No Aterro da Babitonga / Centro Histórico, às 21h haverá DJ, às 22h Jhon Oliveira, seguido de Larissa França à meia-noite; em Enseada, às 21h DJ, às 22h Tauana Prestes, encerrando com Leo Mattos, à meia-noite. LEIA MAIS:Opções de eventos para brindar o ano novo na região  - 2018 será regido por Júpiter