A obra do artista plástico Plínio Verani poderá ser contemplada, nos próximos dias, quando a casa de espetáculos mais antiga do estado será reinaugurada

Uma escultura em tamanho natural eternizará o compositor, violinista e jornalista josefense Adolpho Mello no jardim de inverno construído ao lado do teatro que leva seu nome. A obra, criada pelo artista plástico Plínio Verani, poderá ser contemplada, nos próximos dias, quando a casa de espetáculos mais antiga do estado será reinaugurada no Centro Histórico de São José.

Para desenvolver a figura retrato que mede 1,67m, Verani conta que se inspirou em fotos de referência de Adolpho Mello e em fotos de seus descendentes para chegar a uma impressão mais próxima. Além disso, para conectar ainda mais energia à criação, o artista esculpiu o homenageado ouvindo a trilha sonora dos maiores concertistas do mundo.

Virtuose do violino, expoente da cultura da região, da música e da arte josefense e catarinense, Adolpho Mello nasceu em São José da Terra Firme. “Nesta criação ele está representado absorto, num momento de interpretação musical com seu violino criado em resina sintética com acabamento platinado símile ao bronze”, explica Verani.

A escultura, concebida para conectar o teatro ao jardim, promete encantar os josefenses, visitantes e as novas gerações sendo mais um importante instrumento de valorização da cultura e da história da cidade.

“É muito gratificante podermos resgatar a nossa história entregando obras desta magnitude para São José e também valorizar a nossa cultura ao homenagear ícones com o Adolpho Mello, que se destacou e representa muito bem a capacidade criativa do povo josefense”, ressalta a prefeita Adeliana Dal Pont.

 

Escultura será em tamanho natural | Foto PMSJ

Adolpho Mello

Nascido numa família renomada e de grande apreço musical, em 20 de outubro de 1861, Adolpho Ferreira de Mello logo se mostrou uma criança talentosa. Ele esteve à frente do seu tempo nas técnicas do violino e arrebatava plateias. As expressões usadas pelos jornalistas da região deixam transparecer seu talento: Mello é saudado como um “deus da música” que levava o público “às raias do delírio”.

Como compositor, Adolpho Mello Adolpho escreveu músicas para violino e piano, em obras marcadas pelo romantismo da música erudita. Também foi autor de um livro sobre a técnica de execução de violinos, “A pequena arte da expressão do violino” publicado em 1901. O trabalho surpreende até hoje por apresentar processos que seriam fundamentados teoricamente 40 anos após o seu lançamento, sendo republicado em 2003.

Além de violinista, compositor e regente, atuou em cargos públicos, tendo sido tesoureiro-geral do Estado e diretor do Conselho Municipal de Desterro. Ele faleceu em 10 de novembro de 1926.

 

 

* Com informações da assessoria de imprensa da PMSJ.

 

 

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