Qual é o impacto da realização de atividades artísticas e culturais em comunidades? Essa é a reflexão proposta por Quando a Arte Sopra, documentário que estreia nos dias 28 e 29 de setembro, em Joinville (SC).

Patrocinada pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), a produção aborda parte das histórias da (Amorabi) Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga e da Casa Iririú, dois espaços de culturais da cidade.

Idealizadora do projeto, a jornalista Patricia Stahl Gaglioti conta que a ideia de produzi-lo surgiu ainda na faculdade, a partir de um trabalho sobre o mesmo tema.

“Essa versão do documentário foi idealizada como uma forma de ampliar o primeiro documentário que eu fiz. Fiquei com vontade de expandir essa proposta para outros espaços de Joinville. Então, propus um projeto falando da Amorabi e da Casa Iririú, espaços muito semelhantes na gestão e na comunhão de ideias”, explica.

Cristóvão Petry e sua filha | Foto Fernanda Ozório/Volo Filmes

A Amorabi surgiu na década de 1980, a partir da união das pessoas pela reivindicação de direitos como saneamento, educação e transporte. A sede foi construída pelos próprios moradores e, desde 2000, também é palco das atividades culturais e artísticas realizadas no bairro.

O teatro é destaque no espaço e começou a ser incentivado na comunidade em 1993, a partir da iniciativa do ator e produtor cultural Cristóvão Petry, que naquela época era catequista e queria atrair mais jovens para o seu grupo.

A ideia deu tão certo que atraiu não só jovens, mas toda a comunidade para assistir e também aprender mais sobre o teatro.

O sucesso desse e de outros projetos artísticos culturais fez da Amorabi um Ponto de Cultura, certificação oferecida pelo Ministério da Cultura que reconhece as entidades que articulam atividades culturais em suas comunidades.

Já a Casa Iririú surgiu a partir da iniciativa de um grupo de pessoas que participou de uma oficina de teatro chamada Teatrando no Profipo, em 2009. Com o fim do projeto, os novos atores quiseram continuar se apresentando.

Em 2011, passaram a utilizar uma casa que era de uma das integrantes para ensaiar e promover atividades abertas à comunidade.

Mesmo quando a sede teve de ser transferida e reinaugurada em 2014, continuou a atrair o público, participante ativo de diversas ações culturais.

Os dois espaços têm parte das suas histórias retratadas no documentário, que conta com entrevistas de moradores e artistas das comunidades.

“É muito legal a concepção desses espaços em relação à arte, à cultura, essa ideia comunitária de construir algo juntos. São dois espaços de partilha, em que qualquer um pode chegar e se sentir pertencente, agente ativo daquilo, é uma lógica diferente”, destaca Patricia.

O documentário estreia nos dias 28 e 29 de setembro, na Amorabi e na Casa Iririú, respectivamente.

A produção também deve percorrer escolas e outros espaços de Joinville após o lançamento, em datas a serem definidas. As atividades são gratuitas.

Serviço

Estreia de Quando a Arte Sopra na Amorabi

  • Quando: 28 de setembro (sábado), às 20h
  • Onde: Amorabi (Rua dos Esportistas, 510 - Itinga).
  • Quanto: Gratuito

Estreia de Quando a Arte Sopra na Casa Iririú

  • Quando: 29 de setembro (domingo), às 17h
  • Onde: Casa Iririú (Rua Guaíra, 634 - Iririú).
  • Quanto: Gratuito

 

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