Dor de cabeça, enjoo, promessa de nunca mais beber e aquele clássico “eu só tomei uma”. Se a cena parece familiar, saiba que ela tem até data no calendário. O dia 28 de fevereiro é conhecido no Brasil como o Dia da Ressaca, uma “celebração” informal que surgiu como forma divertida de lembrar os excessos, especialmente os cometidos durante o Carnaval, e, claro, reforçar a importância da moderação.
A escolha do dia não é aleatória. Fevereiro costuma ser o mês da folia, dos bloquinhos de rua, dos trios elétricos e das reuniões animadas entre amigos. Em meio a tanta festa, o consumo de bebida alcoólica aumenta, e, no dia seguinte, muita gente sente no corpo o preço da animação.
Apesar do tom descontraído, a data também funciona como um alerta: exagerar no álcool pode até render boas histórias, mas também traz impactos reais para a saúde.
De onde surgiu o Dia da Ressaca
O Dia da Ressaca se popularizou no Brasil por estar associado ao fim do Carnaval. É como se o calendário dissesse: “Agora é hora de encarar as consequências”. A data ganhou força nas redes sociais, com memes, relatos engraçados e promessas coletivas de mais equilíbrio no próximo evento.
De acordo com o site Calendarr, a proposta da data é justamente lembrar os efeitos da ressaca e conscientizar sobre como evitar ou diminuir seus sintomas. Ou seja, a brincadeira tem um fundo educativo.
E não pense que a ideia é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe o Dia Nacional da Ressaca em 1º de janeiro, logo após as festas de Ano-Novo. A data foi oficializada em 2015 no estado do Arkansas, aproveitando o embalo das comemorações da virada.
No fim das contas, seja depois do Réveillon ou do Carnaval, o roteiro costuma ser o mesmo: festa hoje, arrependimento amanhã.

Foto: Unsplash/Vinicius “amnx” Amano
O que acontece no corpo durante a ressaca
A ressaca não é frescura nem drama exagerado. Ela é uma resposta do organismo ao consumo excessivo de álcool. Segundo o Instituto Nacional de Abuso de Álcool dos Estados Unidos, os sintomas mais comuns incluem dor de cabeça, náusea, cansaço, dor muscular, irritação e sensibilidade à luz.
Isso acontece porque o álcool mexe com várias funções do corpo ao mesmo tempo. Ele aumenta a vontade de urinar, favorecendo a desidratação. Também pode reduzir os níveis de açúcar no sangue, o que explica a tontura e a fraqueza. Sem contar a irritação no estômago e a qualidade ruim do sono.
Cada pessoa reage de um jeito. O que para um é “tranquilo”, para outro pode virar um dia inteiro de mal-estar. Peso, alimentação, ritmo da bebida e até genética influenciam nessa conta.
Vamos para as dicas!
A pergunta clássica é: existe cura rápida para ressaca? A resposta é simples e direta: não. O corpo precisa de tempo para metabolizar o álcool.
Mas dá para amenizar os sintomas. O Harvard Health recomenda algumas atitudes básicas que ajudam bastante.
Beber bastante líquido é essencial. Água, água de coco e isotônicos ajudam a repor o que foi perdido com a desidratação. Mesmo que o estômago não esteja dos melhores, pequenos goles já fazem diferença.
Comer também ajuda, especialmente alimentos ricos em carboidratos. Pão, arroz, frutas e torradas auxiliam na reposição da glicose e dão energia para o corpo se recuperar.
Analgésicos podem aliviar a dor de cabeça, mas é importante evitar a automedicação e respeitar as orientações médicas. Alguns medicamentos, quando combinados com álcool, podem prejudicar o fígado. Portanto, cautela sempre.