Pode ainda não ser o cenário dos sonhos, mas cada vez mais o movimento do audiovisual cresce e, principalmente, aparece na cidade. Um passo, talvez, definitivo nessa evolução será dado na segunda-feira, quando começa o 1º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul.

Com grandes planos, a iniciativa chega não só como vitrine exibidora, mas uma forte aliada no incentivo às produções locais. A programação completa está no site do Festival.

Até o sábado, dia 19, serão seis dias com sessões e workshops na Scar. Foram quase 260 filmes (mais da metade de fora do País) enviados para a comissão organizadora, que selecionou 79 para serem mostradas nos dias 17 e 18, no pequeno teatro. Desses, 68 figuram na mostram competitiva.

Sete filmes são jaraguenses, como “Garoto VHS” (foto acima), de Marcos Reichel. Entre longas, média e curta-metragens, a produção selecionada passa pelos mais variados gêneros, do terror aos temas socialmente engajados.

“É incrível a qualidade do que é feito por aí. E tanta gente produzindo, das mais variadas formas”, comemora Mariana Pires, uma das organizadoras do evento.

Com ele, é esperado um empurrão no audiovisual de Jaraguá, que já conta com grandes incentivadores como Gilmar Moretti, do Escritório de Cinema, que será homenageado pelo festival. De qualquer forma, ainda é uma área ainda a ser desbravada na região, observa Mariana.

“A gente percebe que foi só falar no festival que já motivou muita gente a trabalhar. Por isso a importância dos workshops. Esperamos que ele abre mais oportunidades”, diz.

Mais do emplacar o festival no calendário da cidade – o projeto está inscrito na Lei Rouanet para acontecer neste mesmo período em 2019 -, a organização quer fazê-lo determinante para além do mês de maio. Para isso, já tem pronta a documentação para criar o Instituto Festival de Cinema de Jaraguá, a fim de justamente promover ações, como workshops e oficinas, ao longo do ano.