A infância de Bruno Mena Cadorin em Nova Trento serviu como inspiração para que ele, doutorando em Química, buscasse uma maneira de reduzir a poluição dos rios da cidade, que sofre com a contaminação das indústrias têxteis. A solução encontrada foi uma máquina de plasma frio.

O plasma é um gás de alta energia e reatividade química que, quando aplicado sobre um líquido, é capaz de quebrar as moléculas poluentes. Isso mata bactérias, fungos, micro-organismos de um modo geral.

Quando ainda estava na faculdade, Bruno começou a desenvolver a primeira linha de máquinas que usa a tecnologia de plasma frio para desodorizar e higienizar ambientes. Lançada há um ano, cerca de 600 unidades já foram vendidas para todo país.

A tecnologia é um meio mais sustentável para fazer o tratamento real dos efluentes líquidos, pois atua diretamente na causa da poluição, sem produtos químicos e sem gerar resíduos secundários, como o lodo. Contudo, o custo de venda de uma máquina de plasma frio ainda é alto: os preços começam em 250 mil  reais.

Fonte: Diário Catarinense

Foto: Marco Favero / Agencia RBS