Em carta endereçada ao historiador jaraguaense Emílio da Silva, a filha do coronel Emílio Carlos Jourdan, Helena Jourdan Ruiz, revela um pouco da história de seu pai. No documento, ela fala da relação dele com colonos e índios.

O conteúdo da missiva foi publicado no jornal O Correio do Povo, em 1974, e mostra um pouco do perfil do fundador de Jaraguá do Sul. Veja abaixo:

“Tive a ventura de conhecê-lo, Sr. Emílio [da Silva], e a sua digníssima mãe, em 1941. (...) Por ela soube que meu pai mandava buscar gado no Paraná e, aos sábados, mandava matar um e distribuía, de graça, aos colonos; era o médico improvisado daquela gente humilde, valorosos que o ajudavam. Certa vez, curou uma mocinha que tinha sido picada por uma cascavel, isolando o veneno e curando-a com álcool, curativo perigoso, mas salvou a mocinha. As onças passavam na varanda da casa. Certa vez, ao entrar no quarto, viu uma cobra estendida sobre a cômoda. Os colonos, pressurosos, a mataram. Minha mãe ajudava as mulheres dos colonos como podia. Dava-lhes galinhas para que criassem. Quanto aos índios, nunca molestaram, pois, quando entrava na zona deles, deixava fumo, ferramentas, etc, que, ao voltar, não mais se encontravam. (...)”

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