Todos os anos, desde 2008, o casal Gilmar e Creusa de Fatima Campestrini, de Jaraguá do Sul, viajam na esperança de encontrar neve em seu próprio Estado: Santa Catarina. O casal estava nessa busca há mais de 10 anos e nunca deram a sorte de presenciar o fenômeno, até junho deste ano.

“Poderíamos ir ao Chile ou Argentina como familiares já nos tentaram convencer para ver a neve, mas preferimos caçar aqui no Brasil. Isso acontece a cada ano desde 2008, desde que tenha uma boa previsão de vir o episódio, mas mesmo assim foi difícil acertar. Ou levar sorte, porque nem sempre se confirmava, ou vinha fraca ou nem vinha, ou até mesmo acontecia longe de onde estávamos,” conta Gilmar.

Porém, o casal nunca desistiu e em junho deste ano foram surpreendidos, assim como todos os moradores de SC, com a neve que veio em peso nesse inverno. Assim que as previsões climáticas marcaram grande chance de nevar, Gilmar e a esposa já estavam no telefone reservando uma pousada em Urupema para assistir ao episódio.

Foto: Divulgação“Consegui uma pousada em Urupema que sempre queria conhecer, então no domingo fomos e ficamos em Lages antes e na segunda partimos para Urupema, sendo que já no caminho havia chuva congelada. Chegamos na pousada às 13h e às 14h já estava caindo os primeiros flocos de neve,” conta Gilmar.

No dia seguinte, Gilmar e Creusa pensaram em ir embora, pois a chance de voltar a nevar seria difícil, mas ele lembrou da previsão que tinha visto antes de viajar que dizia que o fenômeno poderia acontecer e resolveram ficar.

“A noite foi de rajadas fortes de vento, no outro dia pensamos em ir embora porque a previsão de nevar era difícil, mas lembrei que o fenômeno poderia acontecer, então decidimos ficar, e para a nossa surpresa amanheceu branquinha a paisagem, a neve veio de madrugada e acumulou cerca de 3 centímetros” lembra Gilmar. “Muito bonito. Sempre que puder pretendo ir novamente para lá, a cada viagem uma aventura de conhecimento,” diz.

 

Foto: Divulgação

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Perrengues nas viagens

Durante esses anos a procura da neve, o casal passou por alguns sufocos durante as viagens, entre estes pneus furados, temperaturas abaixo de zero e muito vento e chuva nas estradas. “Algumas das viagens passamos verdadeiros perrengues. Já ficamos na praça em São Joaquim por horas passando muito frio com temperatura a zero grau e nada da neve vir. Outra vez tivemos que trocar um pneu furado em uma estrada de chão, foi um pesadelo,” lembra o casal.

Em outra situação, Gilmar teve que trocar o pneu em uma altitude de 1.800 metros. “Outro fato foi de trocar o pneu em altitudes, como o Morro da Igreja de 1.800 metros com um vento e frio intenso,” conta Gilmar. Mas no fim tudo valeu a pena para os caçadores de neve.