A 252ª Procissão do Senhor dos Passos, que será realizada no sábado e no domingo na Capital, se consolida como uma das maiores demonstrações de fé e religiosidade popular de Santa Catarina. A manifestação está ligada à tradicional Irmandade que lhe dá o nome e ao Imperial Hospital de Caridade, que se constituiu no braço social e assistencial da bicentenária instituição. A procissão ocorre no sábado a partir das 20 horas desde a Capela Menino Deus, ao lado do Hospital de Caridade até a Catedral Metropolitana, na Praça XV. No domingo, a partir das 16 horas, será feito o trajeto de retorno. Por conta do evento, várias ruas do centro de cidade serão fechadas o que exigirá atenção dos motoristas. Já na sexta-feira, durante a noite, cones serão colocados nas ruas Menino Deus, Bulcão Viana, Tiradentes e no entorno da Praça XV, para impedir o estacionamento de veículos. No sábado, o trânsito será interrompido a partir das 8 horas e das 18 horas nas ruas que fazem parte do trajeto da Procissão: Menino Deus, Bulcão Viana, Tiradentes, Ilhéus e Tenente Silveira, no trecho em frente à Catedral Metropolitana de Florianópolis. Após o cortejo, o fluxo de veículos será liberado. Já no domingo, às 5 horas, as ruas Tiradentes e Bulcão Viana serão fechadas para os fiéis confeccionarem tapetes referentes à festividade. À tarde, às 16 horas, o trânsito será interrompido novamente para o percurso. A caminhada sai da Catedral Metropolitana, passa pelas ruas Tenente Silveira, Deodoro, Largo da Alfândega, Largo João Paulo II, Tiradentes, Bulcão Viana, Menino Deus, finalizando na Capela Menino Deus, no Imperial Hospital de Caridade. Durante as missas, tanto de sábado como de domingo, o tráfego da rua Arcipreste Paiva será desviado para a rua Vidal Ramos, assim como o da rua Tiradentes e do entorno da Praça XV. A Guarda Municipal estará por todo o trajeto para auxiliar no trânsito e na segurança dos cidadãos.

Imagem está na Capital por um “sinal divino”

A imagem do Senhor dos Passos, de grande valor artístico, foi esculpida por Francisco das Chagas, um baiano, há mais de 250 anos. Originalmente era destinada a uma igreja na cidade de Rio Grande (RS), mas a embarcação que a trazia fez uma escala na antiga Desterro (hoje Florianópolis) por conta do mau tempo. Após três tentativas frustradas de seguir viagem, devido às fortes tempestades, a tripulação tomou como um “sinal divino” de que a imagem deveria ficar em Desterro e onde de mantém até hoje. Diante disso, criou-se uma atmosfera de devoção que é simbolizada na realização da procissão. O evento já é considerado Patrimônio Imaterial de Santa Catarina desse 2006 e busca o reconhecimento para se tornar Patrimônio Cultural Imaterial Nacional.