Como assim, atirar fogo? Certamente essa é a pergunta que ressoa em sua mente nesse momento.
Calma, você já vai entender! Essa matéria pode ser um marco na sua vida. Vou lhe contar brevemente a história de um homem bastante sábio que usou de um exemplo perfeito, que inspirou uma nova motivação no meu coração.
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“É preciso suportar apanhar de joelhos para chegar até o pódio” - Murilo Marques Couto
Seu nome é Murilo Marques Couto, jovem de idade, mas experiente de vida. Recém formado em medicina, atua como plantonista num hospital da cidade de Jaraguá do Sul. Lembro do dia em que me contou que após sua formatura, no momento em que seus colegas estavam decidindo por qual especialização optar, ele disse: “Vou ser plantonista. Quero estar junto às necessidades da população”.
Decisão tomada, mala feita, veio momento desafiador em sua vida: deixar para trás a cidade do seu coração, Goiânia, e seus bons e velhos amigos de infância, os quais carrega o afeto guardado a sete chaves.
Em outra oportunidade, ele fez menção sobre o quão importante é para um homem ter “bons amigos”, lembrando que esses fizeram parte da formação de seu caráter e da construção da sua história. Ah, nesse momento lágrimas rolam de emoção em seu rosto. Ouvindo isso, pensei: “Como temos perdidos o hábito de cultivar amigos”. Triste realidade, onde você tem muitos amigos nas redes sociais, porém mal consegue manter um “verdadeiro” para chorar em seu ombro quando necessário.
Um forasteiro, como o mesmo se intitula brincando, desbravando uma nova cultura, desempenhando um trabalho árduo, enfrentando seus próprios limites, segue diariamente se empenhando para trazer qualidade no atendimento médico da cidade.  Ser médico não é apenas uma profissão, é uma carreira de salvar vidas. É necessário muito amor, e disso o mesmo tem um belo reservatório.
E a parte do “Atire fogo!”, vem quando?
Agora! Estava alguns dias atrás pensando, avaliando, reavaliando uma determinada situação em minha vida, que exigiria uma tomada de decisão implicando diretamente no meu futuro.
Não chegando a lugar nenhum, resolvi abrir meu coração. Estávamos sentados em uma doceria próxima da cidade, e descrevi com detalhes tudo que estava vivendo. Ouvindo atentamente minhas colocações, após encerrar minha fala, ele disse: “Vou te contar uma história, preste atenção nela. Essa história vai trazer a resposta que você tem buscado. Você conhece a história da conquista do México?”
Bem, fui sincera com ele. "Não conheço, qual é?", e ele me contou:
Quando os espanhóis invadiram o México, o fizeram por algumas vezes. Encostavam o navio, desciam, espiavam a terra e, vendo a tropa inimiga, se amedrontavam e voltavam ao destino de origem. Até que Hernan Cortez teve uma idéia.  Em sua próxima parada para espiar a terra, assim que o navio encostou à margem, o mesmo jogou para fora todos alimentos e pertences, em seguida “atirou fogo” no navio. Espantados, ninguém compreendeu como ele tinha destruído seu único meio de voltar para casa, mas foi justamente esse o motivo que o mesmo “atirou fogo”: para não ter mais possibilidades de voltar.  A única opção agora era seguir dali pra frente.  À coragem de um homem “atirar fogo” se deu a conquista do México.
"Uau!" Essa foi à única palavra que pude expressar. Estava impactada com a história... A maneira com quem ele contara e como “esse exemplo” se encaixava perfeitamente.
Minha próxima pergunta foi "Como faço para conseguir atirar fogo?". Não podia perder essa oportunidade... Já entendera que precisava atirar fogo, mas tinha plena consciência que não sabia o caminho da coragem.
Então, de maneira muito clara e com um tom de voz muito ameno (expressando fortemente suas características), suas próximas palavras foram:
“Já sei o que está passando na sua mente. Você quer atirar fogo, deseja muito isso, mas seu senso de responsabilidade está te acusando, dizendo que atirar fogo será loucura. Mas, aquilo que hoje parece loucura, lá na frente será reconhecida como a decisão mais sensata que você tomou”.
Depois disso, sem palavras, apenas suspirei.  Aquela mensagem ecoava em minha mente, e a sensação da liberdade inundava meu coração, ao me imaginar “atirando fogo”.
Bem, dias depois, chegou o momento da decisão. Atirei Fogo! Decisão tomada, aconteceu exatamente como ele dissera. Novos horizontes se abriram.
Não sei quais são as coisas que você precisa “atirar fogo”, mas acredite, assim que você tomar a decisão de fazê-lo, tudo terá uma nova ótica. O difícil é decidir. Nesse processo, ter próxima uma pessoa sábia para buscar conselho faz toda diferença.
Deixo aqui registrada minha honra e gratidão, e em nome da cidade de Jaraguá do Sul, dou boas vindas ao Doutor Murilo Marques Couto. Assim como muitos outros médicos, acredito que você também decidiu “atirar fogo” quando escolheu essa tão renomada carreira. Parabéns por sua coragem!
E não importa quando, como e o que possa vir acontecer. Se você leu até aqui essa mensagem, você tem capacidade de ir muito além.