Nem o mais distraído motorista, pedestre ou ciclista que transita pela rua Aubé conseguirá ignorar a “tela vertical” que acaba ser finalizado nas proximidades do Joinville Tênis Clube. Nesta semana, os artistas Igor Gôri e Paulo Agostini deram as últimas pinceladas na imensa figura que ocupa cinco andares (incluindo o térreo) de uma escola de artes, parindo assim o maior mural de Joinville.

A dupla – autora de um grande painel na Cidadela Cultural, mas sem nem a metade do tamanho deste - passou uma semana trabalhando na imagem, que aborda as áreas ministradas pela Belas Artes (música, pintura, dança, fotografia e teatro). Tinta acrílica e spray foram empregados na missão.

“Pensamos em algo fluido e orgânico, unindo o centro de tudo - no caso, o ser humano - com todas essas ferramentas de arte. Pensamos em um painel humanizado e forte. Analisamos o local também, que possui uma grande fluidez de trânsito e de pessoas, juntamente com o sentido da rua e a vista. Então decidimos que deveríamos trabalhar com formas grandes e cores fortes que despertassem a atenção de longe”, explica Paulo (abaixo).

O artista conta ainda que gostaria de fazer mais trabalhos de grandes proporções em Joinville, a exemplo de cidades onde a arte urbana é mais valorizada e os painéis gigantes se multiplicam, gerando até eventos internacionais.

“Ando pela cidade e fico pirando nas laterais de prédios. Elas passam despercebidas e poderiam abrigar um pouco de arte para a rotina das pessoas. Nesse painel, recebi muitas mensagens positivas de pessoas que passam diariamente por ali dizendo que embelezou o caminho delas. Então minha mente acaba pirando nisso e, ao mesmo tempo, ficando frustrada pela cena aqui na cidade, pois é muito difícil alguém comprar a tua ideia ou investir em algo nessa pegada”, lamenta ele, mas confiante de que o novo mural jogue “uma pulga atrás da orelha” e mais gente resolva investir em murais gigantes.
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