Em 2016, duas mulheres argentinas sofreram um assalto no quarto de um hotel em Florianópolis. Desoladas e sem ajuda, as duas foram amparadas por Damian Maskin, um argentino que reside há 9 anos em Jaraguá do Sul.

Maskin entrou em contato com o advogado jaraguaense Théo Sasse e, juntos, eles conseguiram vencer uma ação na justiça contra o hotel, que além de não prestar ajuda às vítimas, não cumpria as normas de segurança necessárias.

Mas o fato não é marcante somente pela vitória judicial, e sim pela solidadriedade dos dois. Neste domingo (9), o gesto do argentino e do jaraguaenses ganhou repercussão no jornal Ceres Ciudad, da Argentina.

O veículo noticiou que dois anos depois, Silvia Marin e Silvia Mallozzi, advogada e empresária respectivamente, se encontraram com Damian e Théo para agradecê-los pela ajuda.

O caso

Na Páscoa de 2016, o relógio já apontava meia noite quando as duas argentinas se preparavam para dormir depois de curtirem as belas praias de Florianópolis.

Foi quando 13 homens encapuzados e armados entraram hotel, renderam os funcionários e depois foram para o quarto onde elas estavam.

Enquanto os homens levavam seus pertences, as vítimas foram trancadas no banheiro, onde quase ficarem sem oxigênio.

Depois de sair do local, elas foram buscar apoio na delegacia de Canasvieiras. Como ninguém ofereceu ajuda, as argentinas estavam prontas para voltar para casa quando esbarraram com Damian Maskin.

O argentino radicado em Jaraguá do Sul percebeu a angústia das mulheres e resolveu ajudá-las. Após conversas com Maskin, o advogado Theo Sasse foi procurado para cuidar do caso à distância.

"Perdemos o que tínhamos naquela época, mas o pior foi a falta de apoio do hotel em relação a nós, foi até um abuso eu diria", explicaram as mulheres.

Damian explicou que sua ação vem dos ensinamento de sua família, radicada em Rosário, e principalmente de seu avô. "Eu fiz o que sempre faço e foi o que aprendi com meu professor, que era meu avô", ressalta.

As argentinas ficaram emocionadas com o grande ato dos jaraguaenses, que não tinham relação alguma com o assalto, mas dedicaram seu tempo, durante dois anos para ajuda-las a serem ressarcidas.

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