Sino que foi instalado na construção da igreja, utilizado apenas em ocasiões especiais. Crédito: Paulo Welter.

Sino que foi instalado na construção da igreja, utilizado apenas em ocasiões especiais. Crédito: Paulo Welter.

Um dos prédios mais antigos localizados no centro de Jaraguá do Sul, é o da Igreja Matriz São Sebastião, a qual foi inaugurada em 1962. A paróquia que iniciou em 1912, teve duas igrejas antes da atual. Há quem diga que naquele tempo as igrejas era construídas em locais altos, pois assim as pessoas poderiam vê-la de qualquer local da cidade. De acordo com o pároco, Pe. Diomar Romaniv, teologicamente as igrejas são construídas em morros e montes, pois é um local de encontro com Deus e de oração.
Jaraguá do Sul em 1955, a direita a igreja matriz antiga. Fonte: Arquivo municipal de Jaraguá do Sul Eugênio Schmöckel
Jaraguá do Sul em 1955, a direita a igreja matriz antiga. Fonte: Arquivo municipal de Jaraguá do Sul Eugênio Schmöckel
Em 1956, com o objetivo de ampliar o espaço, tendo em vista o aumento da população que passou de 8.000 (em 1912) para 23.197 habitantes (segundo censo de 1960 do IBGE), a comunidade juntamente com o Padre Orlando Kleiss, iniciou o processo de demolição da antiga igreja.
A antiga igreja que já estava em processo de demolição, no ano de 1956. Fonte: Sagrado Coração de Jesus de Brusque.
A antiga igreja que já estava em processo de demolição, no ano de 1956. Fonte: Sagrado Coração de Jesus de Brusque.
Em meados de 1957, Pe. Donato Weimes e voluntários deram início ao desmonte. No local, mulheres e crianças trabalhavam limpando os tijolos que seriam reutilizados na construção da nova igreja. Esse trabalho, que era feito todos os dias, era levado como um momento de lazer. O desmonte ocorreu até 2 de abril de 1958. Foi quando iniciaram os trabalhos de fundação e construção da igreja através de trabalho voluntário de fieis sob comando do Pe. Donato.
Em 1957, mulheres e crianças trabalhavam na limpeza dos tijolos. Identificação: Da esquerda para a direita: Lili Ayroso, Rita Pavanello, Marlene Oeschler, Neusa Oscheler e Alzira de Souza. Fonte: APPAL.
Voluntários trabalhavam na terraplanagem no terreno com auxílio de caminhões disponibilizados pela Prefeitura. Fonte: Acervo paróquia São Sebastião.
Voluntários trabalhavam na terraplanagem no terreno com auxílio de caminhões disponibilizados pela Prefeitura. Fonte: Acervo paróquia São Sebastião.
Em 1957, mulheres e crianças trabalhavam na limpeza dos tijolos. Identificação: Da esquerda para a direita: Lili Ayroso, Rita Pavanello, Marlene Oeschler, Neusa Oscheler e Alzira de Souza. Fonte: APPAL.
Com a obra a todo vapor, um dos momentos em que houve muita discussão foi na decisão do projeto da fachada da igreja. O primeiro desenho feito pelo arquiteto Simão Gramlich e encomendado pelo Pe. Alberto Jakobs teria forma hexagonal, porém, o Pe. Donato, mandou refazer a planta por achar que sairia muito caro, além de deixar a igreja pequena. As decisões de cada detalhe dependiam do Pe. Donato, que também era responsável por angariar recursos para a obra.
Padre Donato Weimes no centro, rodeado por trabalhadores da construção. Fonte: Acervo pessoal de Carolina Brugnago.
Padre Donato Weimes no centro, rodeado por trabalhadores da construção. Fonte: Acervo pessoal de Carolina Brugnago.
DOCUMENTO HISTÓRICO, o croqui "Planta de uma igreja matriz para Jaraguá do Sul", compartilhado por Norberto Dreschel na comunidade Antigamente em Jaraguá do Sul
DOCUMENTO HISTÓRICO, o croqui "Planta de uma igreja matriz para Jaraguá do Sul", compartilhado por Norberto Dreschel na comunidade Antigamente em Jaraguá do Sul
Construção da fachada da Igreja Matriz em andamento, no ano de 1958. Fonte: Acervo pessoal de Carolina Brugnago.
Construção em andamento, no ano de 1958. Fonte: Acervo pessoal de Carolina Brugnago.
Foto: Giovani Brugnago / Antigamente em Jaraguá do Sul
Outro ângulo da obra. Foto: Giovani Brugnago / Antigamente em Jaraguá do Sul
O ano de 1958 encerrou com a obra adiantada. A construção da escadaria de acesso já estava parcialmente pronta e a laje já estava fundida. Em janeiro de 1959 as paredes já estavam erguidas e em abril iniciou-se a colocação dos telhados, que houve uma intervenção de dois engenheiros de Porto Alegre já que os trabalhadores encontraram dificuldade com a estruturação do mesmo.
Em 1961, Ângelo Spezia ajudava a transportar os troncos de madeira que serviam para fazer os andaimes que auxiliavam na construção das torres. Fonte: Acervo Paróquia São Sebastião.
Em 1961, Ângelo Spezia ajudava a transportar os troncos de madeira que serviam para fazer os andaimes que auxiliavam na construção das torres. Fonte: Acervo Paróquia São Sebastião.
Vista parcial da obra, com destaque para as torres, uma delas já pronta e a outra com as obras em andamento. Fonte: Acervo pessoal de Carolina Brugnago.
Vista parcial da obra, com destaque para as torres, uma delas já pronta e a outra com as obras em andamento. Fonte: Acervo pessoal de Carolina Brugnago.
Registro de casamento realizado pouco antes do término das obras. Foto: Edson Luís de Souza / Antigamente em Jaraguá do Sul
Registro de casamento realizado pouco antes do término das obras. Foto: Edson Luís de Souza / Antigamente em Jaraguá do Sul.
Em 1961, toda a estrutura estava levantada, o telhado estava pronto e a torre do lado esquerdo já havia sido construída, faltava apenas a torre do lado direito e os detalhes internos os quais foram finalizados em 1962, quando houve uma grandiosa festa de inauguração.
A igreja matriz São Sebastião após o término da obra em 1962. Fonte: Acervo Paróquia São Sebastião.
A igreja matriz São Sebastião após o término da obra em 1962. Fonte: Acervo Paróquia São Sebastião.

Vitrais

Os deslumbrantes vitrais da igreja, de acordo com o pároco Pe. Diomar Romaniv, são uma catequese para o povo, pois tem sentido de educar e evangelizar através das imagens. A ideia teológica dos vitrais é de que durante o dia, o sol os ilumina para quem está dentro da igreja, e durante a noite, a luz interna ilumina para quem está do lado de fora. Todos os vitrais foram adquiridos através de doações da famílias jaraguaenses influentes, e foram feitos em Porto Alegre. O custo total foi de 2 milhões de cruzeiros.
Vitrais localizados na parte frontal da igreja, com imagens dos Apóstolos. Crédito: Isabel Debatin
Vitrais localizados na parte frontal da igreja, com imagens dos Apóstolos. Crédito: Isabel Debatin
Vitrais localizados na lateral direita, representam o nascimento de Jesus Cristo. Crédito: Isabel Debatin.
Vitrais localizados na lateral direita, representam o nascimento de Jesus Cristo. Crédito: Isabel Debatin.
Vitrais localizados na lateral esquerda, representam a ressurreição de Jesus Cristo. Crédito: Isabel Debatin.
Vitrais localizados na lateral esquerda, representam a ressurreição de Jesus Cristo. Crédito: Isabel Debatin.

Sinos

Atualmente são utilizados sinos eletrônicos, porém, em uma das torres ainda há o sino que foi colocado naquela época, o qual é utilizado apenas em ocasiões especiais, como a morte de bispo e papa. A torre do lado esquerdo é onde está o sino e onde também há uma escadaria de madeira construída em meados de 1959 que está em ótimo estado de conservação.
Escadaria construída em meados de 1959 em madeira, a qual dá acesso ao sinos da torre do lado esquerdo. Crédito: Isabel Debatin.
Escadaria construída em meados de 1959 em madeira, a qual dá acesso ao sinos da torre do lado esquerdo. Crédito: Isabel Debatin.
Sino que foi instalado na construção da igreja, utilizado apenas em ocasiões especiais. Crédito: Paulo Welter.
Sino que foi instalado na construção da igreja, utilizado apenas em ocasiões especiais. Crédito: Paulo Welter.
Interior da torre do lado direito, destaque para os tijolos a vista, os quais foram reaproveitados da antiga igreja. Crédito: Paulo Welter.
Interior da torre do lado direito, destaque para os tijolos a vista, os quais foram reaproveitados da antiga igreja. Crédito: Paulo Welter.

Reforma

A reforma da Igreja Matriz São Sebastião iniciou em janeiro de 2005 com a restauração dos vitrais, feita por uma empresa de São Paulo. A obra de reforma foi conduzida pelas arquitetas Rafaela Asprino, Ruth Borgmann, juntamente com o Pe. Sildo César da Costa (pároco, na época). Foi feita a recuperação e pintura das torres, onde foram colocados relógios maiores; criação da Capela do Santíssimo no lado direito do presbitério; o presbitério, altar, ambão e batistério foram completamente reformulados; modernização da iluminação interna, sistema de som, forro e refrigeração; construção de um velário no lado esquerdo externo da igreja; nova configuração de jardins, calçadas e iluminação externa. A reinauguração ocorreu em 24 de novembro de 2006. De acordo com o pároco, ainda há projetos para que o local embaixo das escadarias principais seja reaproveitado, onde antigamente eram feitos os velórios, e atualmente é um depósito.
A Igreja Matriz São Sebastião em 2016. Crédito: Isabel Debatin.
A Igreja Matriz São Sebastião em 2016. Crédito: Isabel Debatin.
A imagem de Jesus Cristo que estava no altar até a reforma de 2005, a qual foi realocada. O local onde está agora antigamente era o confessionário. Crédito: Isabel Debatin.
A imagem de Jesus Cristo que estava no altar até a reforma de 2005, a qual foi realocada. O local onde está agora antigamente era o confessionário. Crédito: Isabel Debatin.
Vista panorâmica da igreja. Os bancos são os mesmos utilizados desde 1962, porém foram lixados, e o altar que for completamente reformado. Crédito: Isabel Debatin.
Vista panorâmica da igreja. Os bancos são os mesmos utilizados desde 1962, porém foram lixados; e o altar que foi completamente reformado. Crédito: Isabel Debatin.
Vista de dentro de uma das torres. No lados direito o sino eletrônico. Crédito: Isabel Debatin.
Vista de dentro de uma das torres. No lado direito o sino eletrônico. Crédito: Isabel Debatin.
O telhado feito em meados de 1959, com estrutura de tesoura de madeira. O destaque é que a construção não possui colunas e o telhado tem sustentação própria. Na foto pode-se ver todo o sistema de refrigeração feito na reforma. Crédito: Isabel Debatin.
O telhado feito em meados de 1959, com estrutura de tesoura de madeira. O destaque é que a construção não possui colunas e o telhado tem sustentação própria. Na foto pode-se ver todo o sistema de refrigeração feito na reforma. Crédito: Isabel Debatin.
Observação: Parte das informações e fotos de arquivo foram retirados do livro “Na construção de comunidades memória...história...1912-2012/Olga Piazera Majcher, et. all. – Jaraguá do Sul: Ed. Dos Autores, 2012. 460 p.: il.col.”
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