Em época de redes sociais e superexposição, ser você mesmo sem se importar com a opinião dos outros é algo que já se tornou raro. Hoje em dia, muitas pessoas medem a sua autoestima e felicidade pela quantidade de curtidas e comentários positivos que recebem no Instagram ou Facebook. O que muitos esquecem é que na vida real a única coisa que importa é o que você é por dentro.

Ao andar pelas ruas de Blumenau, você pode acabar se deparando com ela, a blumenauense Jeisa Rossi, 38 anos. Uma pessoa excêntrica, divertida e com um alto astral de dar inveja! Alguns podem até não gostar do seu jeito de ser, mas o que poucas pessoas sabem é que sua maior qualidade é exatamente essa: não ter medo de ser quem é.  

A transexual leva a sua vida com base em um mantra que não cansa de repetir: toda a energia que mandamos para o universo, retorna para nós. “Durante muito tempo da minha vida fiquei pensando: quem eu sou? Para onde eu vou? A primeira regra para você ser feliz é descobrir quem você é. O meu objetivo e acho que de todo ser humano é se transformar em um ser melhor, evoluir”, comenta Jeisa.

Foto Arquivo Pessoal

Quem a vê assim, feliz e animada, não imagina que para se sentir dessa forma, Jeisa passou por anos de luta pela aceitação. “Roupa de mulher mesmo passei a usar faz apenas um ano. Já coragem para criar meu Instagram e postar minhas coisas sem medo de ser feliz, faz apenas seis meses. Não queria magoar meus pais, mas passei a me aceitar no momento em que cansei de sofrer”, destaca.

Professora de yoga, massoterapeuta, garota-propaganda de lojas e produtos, cantora e louca pelos esportes, Jeisa não possui carro nem utiliza o transporte coletivo. Se você está se perguntando como ela faz para se deslocar por todos os cantos de Blumenau, eis a resposta: utilizando suas próprias pernas, não importa para onde for.

“Temos que buscar o equilíbrio dentro de nós. Muitas pessoas que estão doentes nos hospitais são pessoas que não se aceitam, não se entendem e que possuem crenças negativas. Isso gera uma energia negativa e que, consequentemente, gera a doença”, afirma.

Em todos os seus vídeos nas redes sociais e também pessoalmente, Jeisa sempre utiliza os mesmos bordões que servem como mantras e afirmações positivas para si. “As pessoas não me amam o quanto eu os amo, elas me amam o quanto eu me amo e o quanto eu me valorizo”.  

Foto Giulia Venutti/OCP News Vale Europeu

Em um mundo com tantos problemas em relação a preconceito, Jeisa diz que não importa o que os outros pensam ou dizem, a coisa mais importante é a sua própria consciência. “A lei do universo sempre vai funcionar! Se eu não me aceito, eu não consigo aceitar o próximo. Muitas pessoas fazem críticas aos outros apenas para elas se sentirem bem consigo mesmas. Hoje eu atraio apenas pessoas boas, e se alguém tenta me criticar, eu apenas não dou bola”.

Perder o medo não é algo fácil, que acontecerá do dia para a noite, mas se tem algo que Jeisa ensina é que tudo vale a pena quando nos aceitamos exatamente da forma como somos. Assim, imperfeitos, mas únicos. Não deixe que opiniões alheias te definam ou te afetem! Siga o conselho de alguém que hoje é exemplo para muitos: "banque-se, saia do casulo e se transforme!"

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