Publicação do OCP de junho de 1928 noticia aos jaraguaenses o falecimento de Domingos da Nova Junior. “Para Jaraguá, essa morte é deveras sentida, pois atinge ao homem a quem mais deve o distrito”, ressalta a publicação. A nota faz um relato da vida e conquistas de Domingos da Nova, que migrou para a localidade em 1898, quando adquiriu a concessão da Colônia Jaraguá. Já no início, relata o jornal, ele fez sentir sua atuação no distrito, desbravando os sertões, fazendo estradas, contribuindo para a construção de escolas e igrejas em terrenos que doou. Depois de delinear a colonização e cortar a colônia de estradas, retirou-se para Joinville, onde fundou empresa de eletricidade e moinho de trigo. O texto afirma que Domingos da Nova teve em suas mãos muitas fortunas, com as quais beneficiou a população de Jaraguá e Joinville. “Por esta razão, morreu paupérrimo, deixando esposa e filhos em precária situação.” Na fotografia do Arquivo Histórico, o povoado que o homenageado ajudou a construir, no início do século 20. Saúde e cigarro misturados
Foto Arquivo
No século passado, era comum que os jornais publicassem mais de uma página com anúncios de medicamentos — muitos deles milagrosos —, casas de saúde (clínicas) e, ainda, testemunhos de pacientes ‘curados’. As mesmas páginas exibiam propagandas de cigarros. Conforme o estudo O Cigarro e a Propaganda, na época o objetivo da indústria era vender o produto apenas para o homem. As indústrias tinham como principal alvo o público masculino e a imagem da mulher era utilizada exclusivamente como objeto de desejo, junto ao cigarro.