Atualmente, é difícil imaginar as residências sem um de seus principais cômodos: o banheiro. Hoje, com o advento da energia elétrica, é possível contar até mesmo com torneiras de água quente, um luxo que há algumas décadas não existia. A água, aquecida previamente para o banho, esfriava rapidamente. No entanto, é da ausência dos vasos sanitários que se trata esse texto. Na década de 1930, por exemplo, para alcançar certo padrão de higiene, foram exigidos alguns quesitos para os banheiros. O livro “A Saúde em Jaraguá do Sul — Memória e História, os 80 Anos do Hospital São José” descreve bem o cenário da época. As instalações sanitárias eram rústicas, conhecidas como ‘privada’ ou ‘casinha’. Essa construção não tinha janela. Separada da casa e de outras edificações, tinha paredes, assoalho e porta (com taramela), tudo de madeira, só os mais abastados tinham em alvenaria; a cobertura era de telhas assentadas em sarrafos. Normalmente era construída longe do poço, se possível em sinuosidade do terreno (lugar mais baixo). Para o uso: o ‘assento’, tipo banco, continha uma abertura em formato de circulo. Quando não em uso, este orifício ficava tampado com um pedaço de tábua. Os dejetos da privada eram, periodicamente, cobertos com as cinzas retiradas do fogão e do forno (os quais, na época, eram à lenha, havendo, portanto, produção de quantidade razoável de cinza), inibindo, inclusive, o mau cheiro. A ordem, respeitada, era: deixar limpo para encontrar limpo. A foto, que também conta no livro, mostra uma privada na região central do Distrito (Arquivo Histórico). CAFÉ BAUER  Anúncio do Café Bauer publicado em dezembro de 1956 no OCP, que evidenciava a moderna técnica de fabricação do produto e sua qualidade.