Em pouco mais de duas semanas, uma tradição forte da região de Joinville, mas nem sempre favorecida nestes tempos velozes e passageiros, ganhará voz e melodia. As culturas negra, indígena açoriana da baía da Babitonga serão o foco do Festival Aldeia de Todos os Cantos, de volta após três anos.

A quarta edição acontece nos dias 11 e 12 de agosto, no Sesc, com o subtítulo “cultura popular” dando ênfase a essa busca pelas raízes da Babitonga.

Toda a ancestralidade dessas manifestações serão traduzidas na feira de artesanato, jogos, oficinas de musica e dança, roda de conversa com os guaranis e representantes da comunidade negra e, claro, nas apresentações noturnas.

Grupos tradicionais e outros contemporâneos, mas influenciados por essa cultura, confirmaram presença. Representantes de São Francisco do Sul (coral indígena), Joinville (afoxé e maracatu), Araquari (terno de reis e Dança São Gonçalo) e Balneário Barra do Sul (coral da Fundação Cultural e boi de mamão).

De Itajaí virá o Sarau Afro-açoriano, que atualiza as manifestações populares em canções autorais e releituras do cancioneiro tradicional. O grupo ganhou como melhor disco (“Fui Tarrafear”) no Prêmio da Música Catarinense 2017.

Por falar em Itajaí, vem da Univali, do curso de bacharelado em música, o professor, pesquisador e instrumentista Rodrigo Paiva. Doutor em música pela Unicamp e autor do livro "Percussão Catarina" (2016), ele ministra uma oficina de práticas percussivas e ritmos catarinenses durante o festival.

As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail sandra.8570@sesc-sc.com.br.

Toda a programação será gratuita. A produção cultural é da Crioula Brasil Produções - da  produtora, compositora e cantora joinvilense Ana Paula da Silva (foto) - em parceria com o Projeto Babitonga Ativa, da Univille.

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