No auge dos seus 35 anos, Dorival Gonçalves Santos Filho realizou o sonho e defendeu a tese de doutorado em Lingüística, na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Hoje, ele trabalha com professor pela prefeitura de Florianópolis, mas quando era criança, precisou trabalhar no lixão para ajudar a família e até largou os estudos, lá em Piedade-SP, onde morava antes de vir para Santa Catarina.

Arquivo pessoal

Mesmo não indo para a escola e trabalhando no lixão o dia todo, ele conseguia estudar com os livros que encontrava ou trocava com seus colegas. Foi assim, que na adolescência leu quase todas as obras de Machado de Assis.

Dorival conta que até a alimentação da família vinha em parte, do lixão. Pacotes com comida que as pessoas jogavam fora e frutas que estavam um pouco pobres, eram disputados com os corvos e cães.

Quando sua mãe começou a receber o Bolsa Família, Dorival pode finalmente voltar a estudar. Com 21 anos de idade, ouviu sua professora falando francês ao telefone e se apaixonou, decidiu que queria falar aquele idioma algum dia. Foi nesse período que foi sorteado pela Unesp, para fazer o vestibular de graça.

Apesar de todas as dificuldades, como viver longe da família, conciliar bolsa de iniciação cientifica e um trabalho, ele conseguiu se formar.

Graduado em Letras Português/Francês, Dorival e sua família se mudaram para Guaramirim, onde começou a dar aulas. Mas seu desejo de dedicar-se a pesquisa acadêmica aumentou ainda mais. Então foi fazer mestrado e doutorado, com bolsas de estudo.

Dorival acredita que agora é hora de devolver a sociedade todo o investimento que recebeu, durante sua vida acadêmica. Pois além do apoio da família, ajuda de professores e amigos, ele teve também muitas oportunidades.

Fica a lição ai pra gente se inspirar! E muito sucesso pro Dorival, né galera?!?!