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9º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul reúne produções de todo o país e amplia ações culturais na comunidade

Foto: Divulgação

Por: Elisângela Pezzutti

08/10/2026 - 10:10 - Atualizada em: 08/10/2026 - 10:45

O 9º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul encerrou sua programação no dia 3 de outubro com mais de 4.500 visualizações nas exibições online realizadas durante os três dias do evento. Ao todo, foram apresentados 95 filmes da Mostra Competitiva do Brasil, entre longas, médias, curtas-metragens e videoclipes, além de 26 curtas convidados.

Mais do que uma programação concentrada entre os dias 1º e 3 de outubro, o festival desenvolveu atividades culturais ao longo de todo o ano. As ações começaram em abril e ganharam novos espaços a partir de agosto, quando filmes da mostra foram levados a escolas, faculdades e empresas, em uma estratégia de aproximação com diferentes públicos da comunidade.

A proposta reforça a atuação do festival na promoção, circulação e valorização do audiovisual independente brasileiro.

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Debates colocaram o audiovisual regional em pauta

A programação de abertura contou com uma mesa-redonda sobre “A situação atual do audiovisual regional”. O encontro reuniu profissionais ligados ao cinema, à literatura, ao teatro e à produção cultural.

Participaram Nelson Pereira, escritor, palestrante e doutorando; Bárbara C. Michailoff, roteirista, jornalista e produtora cultural, como moderadora; Wesley Schmitt, ator, diretor e produtor cultural; Carlos Schroeder, escritor, editor, produtor cultural e roteirista; e Fabrício Linzmeyer, ator, produtor e diretor de Cultura de Schroeder.

No segundo dia, a discussão abordou entretenimento, turismo, economia criativa, marcas, direitos autorais e cultura como gestão.

A mesa reuniu Charles Zimmermann, escritor e professor da Universidade Católica; Cristiane Tages, advogada especializada em propriedade intelectual, inovação, marcas, patentes e entretenimento; Marcos Murara, gerente de Incubação da Novale; Luis H. Leigue, CEO da Atois e presidente do Conselho da SCAR; Thiago Sarmanho, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação; e Jovino Joe Junior, radialista, apresentador e profissional de marketing, como moderador.

Cinema também chegou às escolas

Uma das características desta edição foi a ampliação das ações para além das salas de exibição. O festival levou produções cinematográficas a diferentes espaços da comunidade, incluindo instituições de ensino e empresas.

No encerramento, uma sessão presencial foi dedicada ao público infantil, com curtas de animação, episódios do seriado Mundo Ripilica, produções de alunos do teatro da SCAR e vídeos do concurso escolar do PROEVA, do Samae.

A programação reforçou o incentivo à formação de público e à participação de crianças e jovens nas atividades relacionadas ao audiovisual.

Troféu Fescine reconheceu produções de vários estados

As produções da Mostra Competitiva e os trabalhos convidados foram avaliados por um júri formado por profissionais de diferentes áreas do audiovisual e da cultura.

Integraram o júri Anidria Stadler, atriz, diretora e produtora teatral e audiovisual; Alessandro Ramos, ator, produtor e diretor de elenco; Silviane M. Barone, diretora, produtora cultural, crítica de cinema e advogada; Bruno Younes, colunista, professor de história e coordenador pedagógico; e Jo Rauen, diretor e produtor audiovisual.

Os principais vencedores foram:

Melhor Longa-metragem: Amuleto – documentário (RJ)
Melhor Média-metragem: Story Telling Cap. 02 – ficção (RJ)
Melhor Curta-metragem: Fita Verde – ficção/terror (RS)
Melhor Animação: O Jardim Mágico – ficção (PR)
Melhor Documentário: Negros Laços – média-metragem (RS)
Melhor Ficção: Matéria Escura – curta/suspense (RS)
Melhor Experimental: Não Alimente os Cães – ficção (SC)
Melhor Videoclipe: Po-éticas da Corpa Encruzilhada (PR)
Melhor Direção: Mike Ale, por Trapo e a Loja de Panos de Prato (PR)
Melhor Ator: Alexandre Lino, por A Miss (RJ)
Melhor Atriz: Luisa Sayuri, por Fita Verde (RS)
Melhor Diversidade: Tia Morgana (SP)
Melhor Direção de Fotografia: Cláudio Antônio, por Couraça (SP)
Melhor Direção de Arte: Becca Geovanna Sales, por Tabacaria (SP)
Melhor Roteiro: Alexandre Klemperer, por Gepeto (RJ)
Melhor Montagem: Felipe Mojú, por Umbuzeiro (RN)
Melhor Figurino: Diana Moreira, por Couraça (SP)
Melhor Trilha: Adilson Júnior, por Esperança (RJ)
Receberam ainda Menção Honrosa os filmes Semeando a Terra, Eu Só Queria Comer e No Limite do Lavrado.

Produções locais ganharam espaço
O festival também valorizou produções realizadas em Jaraguá do Sul. Entre os trabalhos participantes estiveram Ensinar e Pertencer: Meu Lugar em Jaraguá, da EEB Professor João Romário Moreira, vencedor do 1º Concurso Curtas Escolar, além de Memórias Vivas de Jaraguá do Sul, O Sonho de Maria, A Pianista, Fora do Papel, Treze de Julho, Faça um Pedido e Surdina.

O Samae recebeu reconhecimento pela parceria com o festival, que também certificou dez estudantes vencedores do concurso escolar de vídeos do Proeva.

Homenagem

O festival prestou ainda uma homenagem a Giuliano Donini, CEO da Marisol S.A., pela contribuição à produção audiovisual, com destaque para o seriado infantil Mundo Ripilica, apresentado durante a programação de encerramento.

Festival mantém estratégia de expansão

Realizado pela Frame Latino Produções, de Jaraguá do Sul, com apoio cultural da SECEL – Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, o festival encerra sua nona edição consolidando uma proposta que combina exibição cinematográfica, formação de público, debates e ações culturais.

A estratégia de levar o cinema para escolas, empresas, faculdades e outros espaços busca aproximar o audiovisual de públicos que nem sempre participam dos circuitos tradicionais de festivais.

A organização desta edição contou com Isaac Huna, Luciane Toledo, Cátia Lima, Alexandra Meinchein, Bárbara Cristina, Rafael Boeira e Sérgio Pedrotti.

Ao ampliar suas atividades para além dos três dias de programação oficial, o Festival de Cinema de Jaraguá do Sul reforça seu papel como espaço de circulação de produções, incentivo à produção audiovisual e articulação entre cultura, educação, inovação e economia criativa.

 

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.