Artigo especial em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março.

1 - Número de atendimentos

Conforme os últimos levantamentos realizados em 2014 e 2015, em média, nasceu uma criança por mês com a Síndrome de Down em Jaraguá do Sul. Hoje, dos 300 usuários da Apae, 60 deles tem a síndrome. A entidade atende pessoas desde o nascimento até idosos. Atualmente, a pessoa mais velha tem 64 anos e com Síndrome de Down tem 54 anos.
O número de pessoas com a condição na cidade é maior do que o atendido, ou seja, apesar de ser totalmente gratuito o atendimento na Apae, muitas famílias ainda ignoram os benefícios do trabalho da instituição.

2 - No mercado de trabalho

O curso preparatório para inserir as pessoas no mercado de trabalho realizado pela Apae é dividido em três fases, sem tempo estipulado de duração. Atualmente 11 pessoas que tem a síndrome estão participando do curso. Se você tem interesse em auxiliar no trabalho de inclusão contratando uma dessas pessoas, basta entrar em contato diretamente com a Apae, que os encaminhamentos são feitos por lá.
Alunos no projeto de informatização. Foto: Eduardo Montecino / OCP
Alunos no projeto de informatização. Foto: Eduardo Montecino / OCP
Atualmente as contratações incluem vagas como empacotador, repositor e auxiliar de produção, por exemplo, mas é preciso lembrar que a inserção no mercado de trabalho depende da oportunidade oferecida, combinada às aptidões de cada indivíduo.

3- Os preconceitos ainda começam em casa

Conforme David Crispim, assistente social da Apae e coordenador da Semana Down eu Abraço, a comunidade tem melhorado bastante na hora de aceitar socialmente alguém com a síndrome. Porém, é em casa que muitas vezes essas barreiras não são superadas. “O preconceito ainda surge no lar, dos próprios pais que não conseguem aceitar seus filhos e não sabem lidar com a situação”, explica.
Para ele, a informação é essencial para superar essa situação. “Se eu não me informar, como vou conseguir lutar por algo?”, indaga. Os preconceitos e estereótipos precisam ser combatidos, há muito espaço para o amor aqui:
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4 - Grupo de pais para conversas

Os pais de crianças com a síndrome que buscam um espaço para compartilhar experiências e conversar sobre o assunto podem contar com o grupo Renascer. Os encontros acontecem a cada dois meses, em uma sala cedida na Igreja Matriz, no Centro. Entre em contato pelo número 3370-2735 e saiba mais.
Já no site da Apae Jaraguá  é possível baixar o Guia Movimento Down (clique para acesso) para mães e pais de crianças com a síndrome. O guia foi produzido pelo Movimento Down, que faz conteúdos diversificados para ajudar famílias, profissionais e o público em geral a combater preconceitos e a buscar condições efetivas de inclusão.
vivas
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5 - Temos muitos campeões na cidade!

Desde 2013, atletas que tem a síndrome já trouxeram cerca de 70 medalhas para a cidade nas modalidades de atletismo, bocha, tênis de mesa e futsal.
Só em 2015, cinco jaraguaenses conquistaram medalhas em campeonatos de atletismo. Confere esse painel:
- Felipe Santos
felipe santos
PARAJASC- 2º lugar 100 metros livre/ 2º lugar 200 metros livre (foto)
Olímpiadas Estadual das APAES: 1º lugar nos 50 metros livre/ 2º lugar nos 100 metros livre/1º lugar no revezamento 4x100
Olímpiadas Nacional das APAES: 1º lugar 50 metros livre
- Jonatan Alexsander Franco
PARAJASC- 3º lugar nos 200 metros (foto acima)
Olímpiadas Estadual das APAES - 1º lugar no revezamento 4x100
- Gabriel José Rambo
gabriel rambo
PARAJASC - 3º lugar nos 400 metros / 2º lugar nos 800 metros (foto)
Olímpiadas Estadual das APAES- 1º lugar na corrida de revezamento
- Ana Maria Hencke
Ana Maria Hencke
PARAJASC- 3º lugar nos 200 metros
- Vanildo Rodrigues da Silva Junior
vanildo rodrigues
2º lugar no arremesso de peso

6 - Sua postura faz toda diferença

É tirando das ruas o preconceito que o esclarecimento invade os lares. Se você viu alguém com síndrome de down e acredita que ele precisa de alguma ajuda, sempre pergunte, com respeito. “Não os trate como coitados”, ressaltou David Crispim.
Esqueça também as nomenclaturas às quais está acostumado. Uma pequena troca de palavras pode fazer toda diferença, compare:
nomenclaturas_apae
A Apae de Jaraguá do Sul conta atualmente 78 funcionários, e também atende usuários de Schroeder e Corupá. O telefone para contato é 3370-2735.
Endereço: Rua Valmor Zonta, 590, bairro Centenário.

Como contribuir com a Apae de Jaraguá do Sul

A Apae basicamente depende de doações. Com sua ajuda, a instituição pode continuar oportunizando atendimento de qualidade na cidade.
- Para doações:
Banco Brasil
Ag. 5238-8
C/C. 48230-7
- Como eu posso ser um voluntário da APAE?
"Voluntário é quem movido pelo espírito de solidariedade e responsabilidade, doa seu tempo, trabalho e talento para ações que beneficiam outras pessoas e melhoram a vida de todos".
As pessoas da comunidade interessadas em ser voluntários, com idade igual ou superior a 16 anos, que apresentem habilidades e tempo compatíveis às necessidades dos serviços, poderá entrar em contato pelo telefone: (47) 3370-2042 / (47) 3370-2735 / (47) 3370-9034 .
- Como eu posso fazer outras doações?
Além de contribuição em dinheiro, você também pode doar material escolar em geral, brinquedos novos e usados em bom estado, material de higiene e limpeza, material esportivo e pedagógico.
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Foto capa: Fernanda Moraes Fotografia