1 – A aproximação de Joinville com o Bolshoi de Moscou começou em 1996, durante a passagem do balé centenário, em turnê no Brasil, pelo 14º Festival de Dança. A companhia trouxe 17 bailarinos para o palco do Ginásio Ivan Rodrigues. 2 – Prefeito de Joinville na época, Luiz Henrique da Silveira viajou para Moscou na tentativa de convencer os russos a montarem a primeira (e ainda única) filial da escola do Bolshoi catarinense. Entre as garantias, LHS prometeu a construção do Centreventos Cau Hansen. 3 – A primeira seleção para ingresso de alunos aconteceu na Univille, em 1999. Foram 1,2 mil crianças avaliadas pela comissão, que, inclusive, contava com a participação de russos. Alceu Betti, divulgação 4 – A escola foi oficialmente inaugurada no dia 15 de março de 2000, com a presença de Vladimir Vasiliev, considerado o bailarino do século. Ele é patrono fundador da escola. Na Rússia, é um dos coreógrafos do teatro. 5 – A primeira apresentação pública fora de Joinville foi em Brasília, em 2001. Os alunos apresentaram a Mostra Didática de Dança, um pout pourri de passos e exercícios que contava o cotidiano deles em sala de aula. 6 – No Brasil, o modelo de ensino russo sofreu algumas alterações. Considerando as particularidades da cultura e do biótipo do brasileiro, foram incluídas disciplinas de dança contemporânea, danças populares e danças brasileiras na grade curricular. 7 – A primeira turma se formou em 2007. Em comemoração, os alunos apresentaram “Grande Suíte do Ballet Don Quixote”, montagem assinada por Vladimir Vasiliev, e o contemporâneo “E se eu te contasse o meu segredo”, coreografado por Clebio Oliveira. 8 – O clássico romântico “Giselle” foi o primeiro balé completo dançado pela escola. Mais uma vez, a montagem foi assinada por Vasiliev, em 2010. A estreia foi nas comemorações dos 10 anos da instituição. 9 – Em 2003, a escola fez sua estreia nos palcos internacionais. À convite da organização do Festival Internacional de Escolas de Balé de Magdeburgo, na Alemanha,  um grupo de alunos se apresentou e aproveitou para conhecer Paris, guiado por nada menos que Juarez Machado. 10 – Em turnê pelo Piauí, em 2003, a escola experimentou um dos momentos mais emocionantes de sua história. Os alunos dançaram para 27 mil pessoas em um estádio de futebol de Teresina. Teve até distribuição de autógrafos após o espetáculo. 11 – Logo após a primeira turma de formados, a instituição criou a Cia. Jovem, grupo semiprofissional para ex-alunos. A companhia começou com cinco contratados. Hoje são 15 bailarinos que viajam pelo país e exterior representando a escola. 12 – Uma das primeiras grandes conquistas profissionais de alunos formados pela escola joinvilense foi a contratação da bailarina Stephanine Ricciardi pela Cia. de Salzburg, na Áustria, em 2010. Um marco que provou a excelência da instituição na formação de bons profissionais. 13 – A partir de 2012, todos os alunos da escola passaram a ter bolsa de estudos de 100%. A gratuidade foi mais um passo da instituição em direção à responsabilidade social. 14 – Toda a estrutura da escola é financiada com a ajuda de empresas patrocinadoras, de pessoas físicas e do Governo de Santa Catarina. 15 – A escola foi a responsável pela abertura do Festival de Dança de 2015. O espetáculo escolhido foi o “O Quebra Nozes”, considerada a maior produção da escola até então. 16 – Atualmente, 79 ex-alunos dançam em companhias do exterior. A maioria está localizada na Europa, onde o mercado da dança é mais valorizado. 17 – A média atual de concorrência para ingresso na escola é de 50 candidatos por vaga, tanto na seleção anual, que ocorre nos meses de outubro, quanto  na audição durante o Festival de Dança. 18 – Nos 18 anos de atuação, a instituição já formou 321 bailarinos. A maioria está empregada na área de dança, mas muito atuam em outras áreas ligadas às artes.