A WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 912,9 milhões no segundo trimestre deste ano, em uma queda de 19,5% no resultado líquido, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (20).

O valor ficou abaixo da projeção de R$ 924 milhões feita por analistas do mercado, de acordo com dados reunidos pela Bloomberg.

A queda se deu por conta da ausência de créditos, não recorrentes, referente a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e Cofins, que foram pagos no ano passado.

Se desconsiderados esses créditos no resultado do trimestre de 2021, o lucro líquido da WEG cresceu 6,6%.

A receita da WEG subiu 25%, a R$ 7,2 bilhões, enquanto o Ebitda caiu 9,8%, a R$ 1,2 bilhões – a margem caiu 6,7 pontos percentuais, para 17,5%.

O Retorno Sobre o Capital Investido (Roic) atingiu 26,9% no 2T22, queda de 5,3 pontos percentuais em relação ao 2T21.

A empresa frisa que os resultados confirmam as expectativas com relação a demanda e a superação do cenário de dificuldades.

Confira na íntegra a avaliação da WEG dos resultados do trimestre:

Os resultados do segundo trimestre de 2022 confirmaram nossas expectativas com relação a boa demanda por nossos produtos e serviços e de gradual superação das dificuldades do cenário macroeconômico no Brasil e exterior.

No Brasil, o forte crescimento de receita foi suportado pelo bom desempenho dos negócios de motores elétricos de baixa tensão, automação e especialmente os negócios relacionados a geração de energia renovável e transmissão & distribuição de energia. O mercado externo continuou a apresentar importante demanda por produtos industriais, com crescimento importante em moedas locais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Importante destacar que no 2T21 tivemos a contabilização de créditos, não recorrentes, referente a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS, conforme fato relevante divulgado em 22 de junho de 2021, com impacto no EBITDA e lucro líquido. Ajustados por esse efeito, o EBTIDA e o lucro líquido apresentaram crescimento de 14,5% e 6,6%, respectivamente, em relação ao 2T21.

Apesar dos desafios ainda enfrentados na cadeia de suprimentos global e do consequente aumento dos custos das matérias-primas e da maior necessidade de capital de giro, acreditamos que o nosso modelo de negócio, com visão de longo prazo, nos ajuda a mitigar estes riscos. A diversificação de produtos e soluções, juntamente com a presença global e a exposição a negócios com boas perspectivas de longo prazo são alguns dos fatores mais importantes que nos ajudam nesta trajetória.