Produtores esperam que consumo de peixes aumente até 80% nesta Páscoa, em relação a outros períodos do ano - Fotos: Eduardo Montecino/OCP Online
Produtores esperam que consumo de peixes aumente até 80% nesta Páscoa, em relação a outros períodos do ano - Fotos: Eduardo Montecino/OCP Online
Produtores e comerciantes de Jaraguá do Sul e região esperam um crescimento de até 80% nas vendas de peixe durante a Semana Santa, em relação a outros períodos do ano. A expectativa é de que a elevação dos preços não afete a procura pelo produto, tradicional no cardápio de Páscoa. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os pescados estão entre os itens com maior elevação nos preços este ano, custando 11,3% a mais do que no ano passado.
Para a empresária Terezinha Buss Pereira, proprietária de um comércio de pescados em Jaraguá do Sul, a Semana Santa é a época do ano mais rentável para quem trabalha no ramo. “É o nosso Natal”, brinca a comerciante. Para este ano, a expectativa é um aumento entre 60% e 80% nas vendas, que devem se intensificar entre a quinta e sexta-feira. “Trabalhamos até o meio-dia na sexta-feira porque sempre tem muita procura. Vendemos muito camarão e peixes como merluza, tilápia, pescadinha branca e salmão”, destaca.
A Associação Jaraguaense de Aquicultores (AJA) considera a data a das mais representativas no ano para o setor. De acordo com o tesoureiro da associação, Laércio Kruegger, apesar da crise econômica, a associação tem registrado bons resultados este ano e, sem divulgar números, diz que espera ter crescimento semelhante ao do ano passado. A associação reúne 26 produtores e produz cerca de 70 toneladas de peixe por ano.
Dono de uma lagoa no bairro Rio da Luz, o jaraguaense Rilso Carlos Schroeder trabalha com a comercialização de peixe fresco e projeta vender 1,5 mil quilos de peixe na quinta e na sexta-feira. “Durante o ano eu costumo vender uns 400 quilos por mês. Essa data é a que mais vende”, compara o produtor, que esvazia a lagoa uma vez por mês.
Em Guaramirim, o empresário Fabrício Will oferece lazer e peixe fresco para quem busca tranquilidade no feriado. Sócio proprietário de um pesque-pague, Will espera um aumento de 60% no movimento este ano. “Na Semana Santa costumamos vender mais de três mil quilos”, detalha ele.
Alidor

Alidor afirma que prefere peixe fresco, porque o sabor é melhor. Consumo é estimulado por reunião familiar

Aumento no preço não altera tradição
Na manhã de ontem, a artesã Katia Rueckert aproveitou a brecha no trabalho para dar uma passada no Mercado Municipal, onde garantiu os filés de tilápia que servirá para a família na Sexta-feira Santa. “Sempre consumimos peixe no dia a dia e vamos manter a tradição esta semana, faz parte da simbologia da Páscoa”, acredita. Apesar de notar o aumento nos preços, Katia diz que não pretende deixar de consumir o item, gostoso e saudável. “Estou pagando pouco mais de um real o quilo a mais do que no passado, pelo que me lembro. É um aumento pequeno, se comparado com outros produtos”, diz a artesã.
O casal Alidor e Ema Negherbon gosta de reunir os quatro filhos na época da Páscoa e, por isso, não deixa faltar um bom de peixe frito. “Procuramos comprar sempre onde sabemos que o peixe é fresco, porque o sabor é melhor”, garante ele. Apesar de preferir peixe do mar, ele dá “uma colher de chá” para a esposa, que sabe preparar como ninguém uma tilápia. “Ela é a responsável por preparar e eu só aproveito para comer”, brinca o aposentado.