A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta segunda-feira o valor do Reajuste Tarifário Anual da Celesc Distribuição apresentando as novas tarifas de energia elétrica na área de concessão da Empresa. O Efeito Tarifário Médio, a vigorar a partir de 22 de agosto, será de 13,86%.

Para os consumidores residenciais atendidos em Baixa Tensão, o chamado Grupo B, que representa 78% dos consumidores da Empresa, o efeito médio a ser percebido do reajuste será de 13,15%. Já para os consumidores atendidos em Alta Tensão, como indústrias e unidades comerciais de grande porte como Shopping Centers, o chamado Grupo A, o efeito médio será de 15,05%.

“A tarifa paga pelo consumidor deve cobrir os custos de geração, transmissão, distribuição, encargos setoriais e impostos. Nesse contexto, a cada R$ 1,00 faturado pela Celesc, menos de 14 centavos ficam com a Empresa. O restante somente é repassado para quem de direito”, destaca o presidente Cleverson Siewert.

Os itens que mais impactaram no cálculo do reajuste tarifário foram a elevação do custo com os Encargos Setoriais, que sofreram variação de 21,44% entre agosto de 2017 e julho de 2018 (ciclo tarifário da Empresa), e o custo com a compra de energia, que sofreu variação de 11,06% no mesmo período. Esses valores representam, respectivamente, 4,77% e 5,08% na composição do Efeito Médio de 13,86%.

O reajuste significa, na prática, que quem paga R$ 150 de conta de luz residencial, passará a pagar R$ 169,73. Quem tem um consumo médio de R$ 100, passará a pagar em média R$ 113,15, com impactos pesados sobre o orçamento.

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