Em sua décima e última edição do ano, o Relatório OCP de Expectativas de Mercado reforça a firmeza das projeções positivas para a economia dos municípios do Vale do Itapocu, encerrando o ano com projeções otimistas, consolidando a convicção de um saldo positivo para o ano na região.

Após o retorno das expectativas positivas registradas em agosto e a continuidade delas até novembro, o otimismo segue forte em dezembro: 87,5% dos consultados acreditam que a região fechará o ano com resultado positivo.

Para 12,5% dos consultados, o ano deve terminar com a região estagnada.

O relatório também consolida as perspectivas cautelosas quanto ao andamento da economia brasileira nos próximos meses.

O levantamento de dezembro aponta a manutenção da taxa de juros e a continuidade da tendência de redução na expectativa de queda do Produto Interno Bruto, que segue abaixo dos 5%.

Divulgado mensalmente, o relatório reúne a expectativa de lideranças locais sobre indicadores vitais da economia brasileira para o exercício de 2020, bem como a perspectiva de comportamento de economia regional.

Ano de retomada

Ao longo do ano, o relatório Relatório OCP de Expectativas de Mercado acompanhou as mudanças expressivas nas perspectivas das lideranças locais quanto a economia da região e do país.

O ano, que começou com um forte otimismo para o crescimento econômico do Vale do Itapocu, foi abalado pela chegada da pandemia de Covid-19, que trouxe muitas incertezas para todo o mundo.

Abril, maio, junho e julho marcam os meses em que a confiança em uma possível recuperação econômica se mostrou abalada, quase inexistente.

Os meses seguintes, porém, refletem a reação dos mercados, com o retorno de uma estimativa positiva, culminando com os números de dezembro, que se mostram fortemente positivos, deixando o fantasma da retração para trás.

Os dados mais recentes demonstram que, para as lideranças regionais, as medidas econômicas adotadas no país e nos municípios da região conseguirão reverter o estrago causado pela pandemia e ainda vão impulsionar o desenvolvimento local.

Produto Interno Bruto

A projeção de queda no PIB continua, embora tenha se distanciado da linha de -5%.

A expectativa do empresariado de Jaraguá do Sul e região é que a queda no Produto Interno Bruto (PIB), a soma de toda a produção econômica do país, seja de -4,48% em 2020, mantendo a tendência de queda, embora consideravelmente menos intensa do que em agosto, com projeção de queda de -5,71%, e julho, quando se esperava queda de -7%.

Em setembro, era projetada uma queda de 5,56%, enquanto a edição de outubro registrava projeção de -4,98%. Novembro viu uma pequena melhora na projeção, com -4,76%.

A queda projetada em agosto era a mesma registrada na somatória dos anos de 2015 e 2016.

Na primeira edição do relatório, em março, se esperava um crescimento de 1,9%. A perspectiva teve mudanças nos meses seguintes: -1,1% em abril, -3,7% em maio e -5,46% em junho.

IPCA

A projeção de inflação para o consumidor amplo voltou a subir, e a projeção para o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) registrou o segundo maior valor no ano: 3,29%, superado apenas por março, com 3,42%.

Cotação do dólar

Para a cotação do dólar, apesar do movimento atual de queda da moeda - cotada na manhã desta quinta-feira (10) à R$ 5,12 - a projeção é de que ela feche acima dos R$ 5,30.

A estimativa na décima edição do relatório é que o dólar feche o ano em R$ 5,33, retomando o pico da projeção, de 5,33, em outubro.

A alta já vinha sido registrada ao longo do período de julho a setembro, quando a expectativa passou de R$ 5,10 para R$ 5,16 e depois para R$ 5,22.

Em junho, a expectativa era que a moeda fechasse o ano a R$ 5,27, contra os R$ 5,05 de maio, R$ 4,31 de março e R$ 4,78 de abril.

 

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