A taxa paga pelo consumidor para transferir o documento de um veículo está 10,4% mais cara em 2016. O valor, determinado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SC), passou de R$ 115,74 em 2015 para R$ 127,87 em 2016. Durante o ano passado, foram realizadas 21.515 transferências no município de Jaraguá do Sul, o que representa um montante de quase R$ 3 milhões gastos com a mudança de documentação. Nos últimos cinco anos, o valor da transferência subiu 30% no Estado – em 2012, o custo do serviço era de R$ 98,34. Além da taxa do Detran, as revendedoras de carros usados também precisam arcar com os custos da vistoria e do emplacamento, quando o carro é de outra cidade ou Estado. De acordo com o vendedor de carros Rafael Ferreira, o processo de transferência custa em média R$ 350, quando feito com o auxílio de um despachante. Sem o apoio de uma empresa especializada, é possível economizar até R$ 150. Para ele, a vistoria é a parte que mais pesa no bolso do consumidor e quase dobrou nos últimos anos. “Três anos atrás pagávamos em torno de R$ 40 ou R$ 50 pela vistoria. Agora o valor fica acima dos R$ 100”, comenta. Desde dezembro do ano passado, o Detran de Santa Catarina passa a função das vistorias para as chamadas EVCs (Empresa de Certificação Veicular) licenciadas pelo órgão. “Os clientes não querem arcar com mais esse valor, então o custo é repassado para as lojas, o que afeta muito o retorno das vendas”, afirma o proprietário de uma loja de veículos no Centro da cidade, Marcos Antonio Marcolla. Se o veículo comprado tiver a placa de outra cidade, o comprador ainda precisa pagar em torno de R$ 180 para uma nova. Ainda assim, conforme o diretor de um despachante na Vila Nova, Maurício Petry, o Estado tem uma das taxas mais baixas do país. No Rio Grande do Sul o último valor para transferência era de R$ 186,52. “O que realmente onera é a taxa da vistoria, que já vi chegar a R$ 150. Por outro lado, com as empresas especializadas o consumidor pode ter tranquilidade sabendo que tudo está dentro da lei.”