O Natal está chegando, e com ele vem a necessidade pelos itens básicos da ceia natalina - e, por que não, do ano novo. Itens como peru, chester, panetones e espumantes estão em alta.

E como tudo neste ano de recuperação de crise, a pesquisa de preços é elemento tão importante como o preparo para a ceia, quer pelos produtos em si, quer pelos preços, para segurar boas ofertas.

Segundo o gerente do hipermercado Giassi em Jaraguá do Sul, o mês foi marcado pela disparada dos consumidores em busca dos itens natalinos. "Agora é uma correria só, estamos na reta final e não paramos até o Natal", conta.

Como a maioria dos supermercados na região, a rede já está estocada com produtos para a data e cestas promocionais.

Em Santa Catarina, o setor de supermercados conta com o Natal e o fim de ano para recuperar as perdas. Segundo a pesquisa termômetro de vendas da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), o desempenho de 2018 está 1,09% abaixo do ano passado.

A esperança é que as vendas natalinas revertam esse numero e fechem o ano com alta de 1% a 2% nas vendas. A mesma pesquisa demonstra uma leve alta nos preços: 0,9% em comparação com o Natal do ano passado.

Para consumidor, a época é de muita atenção e muita pesquisa. Os preços podem variar consideravelmente entre um mercado e outro, assim como entre fabricantes.

O quilo do pernil, por exemplo, pode mais do que dobrar dependendo do açougue e do supermercado - isso para não mencionar a variação entre espumantes e panetones nacionais e seus equivalentes importados, por exemplo.

"A gente tem que pesquisar bem para ver o preço, escolher bem onde comprar para render mais", conta  a dona de casa Neuciele Fossile.

A ceia costuma ser reduzida, só para família próxima, mas ainda assim exige pesquisa atenciosa dos preços. "Está todo mundo ainda com o bolso apertado, então a gente fica um pouco mais atencioso com as compras", explica.

Para a dona de casa, uma estratégia particular é dar uma incrementada na ceia. A dica é comprar um peru ou frango um pouco maior, que pode compensar nas sobras por alguns dias e manter a ceia natalina por mais tempo.

Também dona de casa, Maria da Fontes Henrique está aproveitando a pesquisa não só para o Natal, mas também para as despesas de ano novo. "É sempre bom se antecipar, tanto por conta das promoções quanto para não ficar sem", diz.

Ela nota que ainda está fazendo a pesquisa, indo em vários supermercados em busca dos melhores preços - tanto das comidas quanto das bebidas.

"Tem uma variação bem grande de preço e não dá pra passar o ano novo sem cerveja. No geral os preços estão bem bons", avalia.

A ceia natalina é uma das preocupações. "Tem uma tia minha aqui em Jaraguá que trabalha com eventos, então ela cuida bem desta parte da ceia, faz uma comida bem boa para isso", explica, notando que ano passado foram parentes de São Paulo que se responsabilizaram pelo jantar, o que bota um pouco de pressão para que a deste ano saia bem.

Comprando sem pressa

Nem todos no entanto demonstram a mesma preocupação com as compras natalinas. Para o aposentado Valmiro Butske, não há motivos para se afobar com os produtos para a ceia.

"Acho que os mercados tem estoque o bastante, não tem motivo para se apavorar e ter que guardar, melhor esperar um pouco mais perto da data e ter fresquinho, né?", diz.

As compras de Natal devem ficar para a semana que vem - e com elas a definição da ceia. "A gente sabe que vai comprar um chester e aí mais uma outra carne, mas o que vai ser ainda vamos decidir vendo os preços", conta.

O mesmo vai para a sobremesa. "Talvez a gente compre um panetone, faça uma salada de frutas ou um sorvete, não sei ainda".

Pesquisar é importante

As dicas para quem quer economizar são muitas: substituir ingredientes importados por nacionais, apostar em pratos menos tradicionais, calcular as quantidades para não desperdiçar, evitar compras nas vésperas das datas festivas e até mesmo propor uma ceia colaborativa.

Mas a pesquisa de preços pode ser uma das principais aliadas do bolso do consumidor nessa época. É importante avaliar muito bem quais são os pratos indispensáveis e em quais é possível economizar. Nos supermercados de Jaraguá do Sul, a variação pode ser grande levando em conta o local e também a marca.

O quilo do peru temperado, por exemplo, vai dos R$ 17,58  a R$ 35,70, e do perfil fica entre R$ 8,48 a R$ 27,78. No caso da queridinha espumante, a garrafa da bebida mais barata fica em R$ 7,98 e R$ 49,90.

Outro item que não falta nas mesas nessa época do ano, o panetone pode ser encontrado por R$ 7,99 a R$ 30 de marcas nacionais, até R$ 69,90 no caso de importados.

 

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