Incubado no JaraguaTec, a incubadora tecnológica do Centro de Inovação Novale Hub, o Laboratório de Soluções Digitais Kwaba desenvolve cursos sobre uma área pouco abordada do letramento digital: o Pensamento Computacional.

Os cursos são voltados para crianças e pré-adolescentes e professores do ensino fundamental e médio.

O pensamento computacional é o processo de pensamento envolvido na formulação de um problema e na expressão de sua solução de forma que um computador - humano ou máquina - possa efetivamente executar operações.

Este conteúdo, como explica o fundador da Kwaba, Franco Gomes dos Santos, pode ser aplicado como uma abordagem pedagógica que liga educação e tecnologia, e desperta o senso de aplicação da computação de forma prática.

A empresa surgiu a partir de um descontentamento sobre a aplicação dos recursos digitais na educação.

"Era um problema de design, tanto nas questões de criação e desenvolvimento por parte das empresas quanto no consumo por parte dos alunos. O propósito central do Kwaba é usar a computação, o design de interação, de serviços, e instrucional para ressignificar como aprendemos, e como a aplicar adequadamente a tecnologia nos processos de ensino e aprendizagem", conta.

Segundo dos Santos, não existem soluções efetivas prontas para este momento em que boa parte dos processos educacionais tiveram que ser digitalizados às pressas.

"Infelizmente, por enquanto, quando falamos de ensino, podemos dizer que estamos numa fase de letramento digital. Talvez sairemos da pandemia com maiores aprendizados e assim nos alfabetizando digitalmente neste sentido", acredita.

"Não podemos esquecer que é uma via de mão dupla, para os atores do ensino e para os atores da aprendizagem. Não só professores e as instituições tiveram que se adaptar, mas os alunos também", completa.

Adaptações necessárias

Segundo Santos, desta nova realidade de ensino digital surgem algumas perguntas.

"Já ensinamos as nossas crianças a serem autorreguladas neste processo? A tecnologia já prevê recursos para o desenvolvimento de crianças em relação ao consumo do ensino digital? Eles são realmente eficientes e eficazes? Buscamos estas respostas para amadurecer nosso produto", questiona o fundador da Kwaba.

O curso de Pensamento Computacional seria ofertado em março, mas por conta da pandemia precisou ser adiado. "Queríamos muito que fosse presencial, mas já estamos adaptando algumas etapas para o digital", comenta Franco.

O tema é relativamente novo e até mesmo professores da área de tecnologia não o conhecem.

"É uma oportunidade para melhoria do processo de ensino e aprendizagem, e aumentar a competitividade dos nossos alunos nos seus respectivos processos de aprendizagem. Inicialmente estamos mapeando as características dos interessados, afinal estamos numa pandemia", conclui.

 

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