As vendas do e-commerce brasileiro no primeiro dia da Black Friday, a quinta-feira (26), somaram R$ 923,4 milhões, com um crescimento de 26,3% em relação ao registrado no mesmo dia do ano passado, segundo dados da a Ebit|Nielsen. O resultado foi acompanhado por 1,6 milhões de pedidos, alta de 15%, e um valor médio de compras de R$ 576, 9,8% maior que 2019.

Os números desta quinta ocorrem após o forte desempenho do esquenta Black Friday. Nos sete dias anteriores, entre os 19 e 25, as vendas atingiram R$ 2 bilhões, alta de 41% sobre 2019, com destaque para a quarta-feira que registrou incremento de 53% também na comparação com o ano anterior, bem acima dos outros dias.

"O consumidor segue comprando e aproveitando o momento, mas percebemos um novo comportamento resultado da pandemia: a mudança no horário de compra do consumidor, indicando que as vendas podem ter sido antecipadas", afirmou a líder de Ebit|Nielsen, Julia Avila.

Essa mudança de horário de compra do consumidor era esperado e resultou em uma madrugada de quinta para sexta-feira menos movimentada do que 2019. "As pessoas ficaram em casa trabalhando e não precisaram passar a noite em claro para acompanhar alguma oferta", explicou Avila. "Isso se refletiu nos primeiros números de sexta", acrescentou a líder de Ebit|Nielsen.

Como historicamente a tarde de sexta-feira concentra o maior volume de vendas, a expectativa é que os números ganhem força, de acordo com a expectativa da empresa.

No recorte regional, o destaque ficou com a região Nordeste, que registrou, segundo a Ebit|Nielsen, maior taxa de crescimento (59%), seguido por Sul (48%) Centro-Oeste (41%), Sudeste (37%) e Norte (33%).

Apesar disso, a região Sudeste ainda é a principal contribuidora para o crescimento total ao representar uma fatia de 61% em todo faturamento.

Em número de pedidos, Nordeste teve incremento de 36%, à frente de Sul (22%), Sudeste (22%), Norte (21%) e Centro-Oeste (13%)

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