Lideranças industriais, políticas e representantes do setor de comunicação debateram os principais pontos da proposta de reforma | Foto FIlipe Scotti
Lideranças industriais, políticas e representantes do setor de comunicação debateram os principais pontos da proposta de reforma | Foto FIlipe Scotti

A situação da economia nacional tem gerado preocupação semana após semana - atualmente, a projeção de crescimento do PIB está em 1% - e grande parte do debate a cerca do tema gira em torno da reforma da Previdência, assunto em discussão no congresso desde 2003, no primeiro mandato de Luís Inácio Lula da Silva (PT), e que agora segue para uma resolução sob o governo de Jair Messias Bolsonaro (PSL). O relatório final do projeto foi adiado para esta quinta-feira (13).

O tópico tem preocupado o setor empresarial. Nesta segunda-feira, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) se reuniu com várias outras entidades empresariais para discutir o tema, em debate O encontro foi promovido pelo Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) e entidades do setor de comunicação catarinense, em Florianópolis.

O gerente de políticas fiscal e tributária da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio Carraro Telles, e os deputados Darci de Matos (PSD) e Pedro Uczai (PT) participaram do seminário.

Em palestra no evento, Telles disse que a reforma da previdência é importante em dois sentidos: primeiro porque é um passo fundamental para destravar o crescimento econômico, que traz vantagens para toda a população.

“O outro ponto é que a reforma é importante para eliminar injustiças, distorções e tratamentos muito privilegiados para determinadas categorias profissionais em detrimento do total da população que tem condições desprivilegiadas em relação a outras categorias”, explicou.

Ele frisa que hoje o Brasil gasta em torno de 14% do PIB com a previdência. Portugal, por exemplo, gasta 14%, comparou. “Mas a nossa diferença em relação a Portugal é que 9% da população brasileira têm mais que 65 anos de idade. Em Portugal, esse percentual é de 19%”, explicou, salientando que o Brasil ainda é um país novo, mas tem um nível de despesa previdenciária de países com uma maior população idosa.

Números preocupam

O deputado Darci de Matos disse que nenhum governo vai ter sucesso com déficit previdenciário de R$ 300 bilhões. “Estamos à beira do caos. Temos 13 milhões de desempregados, 4,7 milhões de desalentados, pessoas morrendo na fila do SUS e um país desacreditado pelos investidores internacionais”, disse.

Segundo ele, a prova disso é que o governo federal pediu ao Congresso a emissão suplementar de crédito para pagar previdência e Bolsa Família.

“A previdência é a primeira e grande reforma que temos que fazer e vamos fazer”, declarou, informando que o relatório da Comissão Especial tem previsão de ser entregue nesta quinta-feira (13) pela manhã. Matos defendeu a manutenção de estados e municípios na reforma.

O deputado Pedro Uczai disse 2013 o governo inseriu o teto para servidores públicos em 2013, mas há um passivo anterior que não tem como resolver porque é um direito adquirido.

“É um pouco inexplicável que alguém ganha acima do que prevê a Constituição”, disse. Ele ressaltou que concorda com diversos pontos da proposta que está em debate, como o escalonamento das pensões e definição de idade mínima.

 

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