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Setor de madeira e móveis fecha 581 vagas em julho no estado

Foto: Arquivo/Secom

Por: Pedro Leal

28/08/2025 - 14:08 - Atualizada em: 28/08/2025 - 14:48

O setor de madeira e móveis registrou o fechamento de 581 vagas de trabalho em julho, segundo dados do Caged compilados pelo Observatório FIESC. Esta é a primeira estatística oficial que mostra o impacto real do tarifaço dos Estados Unidos sobre o setor.

“O fechamento de postos de trabalho no ramo é reflexo do contexto da imposição das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e mostra o impacto da medida sobre as indústrias do setor, grandes exportadoras para o mercado norte-americano”, destaca o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme. No mesmo mês do ano anterior, o setor havia registrado saldo positivo de 127 empregos com carteira assinada.

Apesar da queda no setor de madeira e móveis, a indústria catarinense teve saldo positivo de mil vagas em julho. Considerando todos os grandes setores da economia, o estado registrou saldo positivo de 2,8 mil empregos no período. No acumulado do ano, a indústria liderou a criação de novas oportunidades no estado, com 43 mil postos de trabalho abertos, de um total de 83 mil vagas geradas em SC em 2025. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor industrial gerou 8,6 mil vagas a menos em 2025.

Emprego em julho

A indústria da construção puxou o desempenho em julho, com a geração de 601 vagas. “Apesar da resiliência dessa atividade, as restrições ao acesso à crédito motivadas pelo aumento da Selic contribuíram para o arrefecimento das contratações frente a julho de 2024, quando a atividade gerou 906 empregos”, avalia a economista Tainara Venâncio, do Observatório FIESC.

O segundo setor industrial que mais criou postos de trabalho foi o de alimentos e bebidas, com 468 oportunidades, seguido pelo têxtil, de confecção, couro e calçados, com 366 vagas criadas em julho.

Outros setores

O setor de serviços criou 1,8 mil vagas em julho, enquanto o comércio gerou 60 novos empregos. A agropecuária mostrou saldo negativo nas contratações, de 114 postos de trabalho.

De janeiro a julho, foram criadas 33 mil vagas em serviços, 6,7 mil no comércio e 258 na agropecuária.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).