A reforma da previdência e a retomada do crescimento serão tema de seminário promovido pelo Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) e entidades do setor de comunicação de Santa Catarina.

O encontro ocorre nesta segunda-feira (10), a partir das 14h30, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, e terá a participação do gerente de políticas fiscal e tributária da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio Carraro Telles.

Para o evento também foram convidados os deputados Darci de Matos, Daniel Freitas e Pedro Uczai, catarinenses que integram a comissão especial da Câmara dos Deputados, que analisa a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 6/19), que trata de mudanças na previdência.

Segundo o vice-presidente da Fiesc para o Vale do Itapocu, Célio Bayer, o evento busca inteirar o setor empresarial das alterações que tem sido feitas no projeto da Reforma da Previdência, de forma a melhor orientar as demandas do setor.

"O que sabemos é que a reforma está bem encaminhada e há possibilidade de que seja votada em julho. O que  queremos nos inteirar é do andamento e o que podemos esperar da reforma", explica.

Recuperação da economia

O empresário destaca que a Fiesc tem cobrado por outras medidas para garantir a recuperação da economia, como o plano de recuperação dos Estados e os incentivos fiscais.

"Temos que frisar que não são isenções de impostos,  isto é dinheiro que vai retornar na forma de renda, geração de emprego e sim, na arrecadação de mais impostos", completa.

O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, afirma que a entidade apoia incondicionalmente a reforma previdenciária. “Ela é essencial para restabelecer o equilíbrio fiscal, atrair investimentos e manter a roda da economia girando. O sistema atual é insustentável e injusto”, diz.

Ele lembra que pesquisa recente da CNI mostra que seis em cada dez brasileiros dizem que a reforma é necessária. “É crescente a repercussão desse tema na sociedade. Há percepção que se não tivermos novas regras que reduzam o déficit na previdência, vai faltar dinheiro para educação, saúde e infraestrutura”, conclui.

Bayer frisa que a reforma é importante para garantir segurança para a economia nacional e para os investimentos no futuro do país. "Precisamos que isso seja aprovado para voltarmos a crescer", diz.