O secretário de Estado Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, garantiu que o Estado de Santa Catarina conta com recursos não apenas para concluir a duplicação da BR 470, como também para conservação e manutenção rotineira e preventiva das rodovias estaduais, que, conforme estimativa da FIESC, demanda R$ 140 milhões por ano.

A declaração foi dada em reunião virtual nesta quarta-feira (10).

A Fiesc é favorável à disposição anunciada do governo catarinense de assumir parte das obras da conclusão da duplicação da rodovia, no Vale do Itajaí, desde que haja uma contrapartida do governo federal.

O posicionamento foi apresentado pelo presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, durante a reunião on-line conjunta da Câmara de Transporte e Logística da entidade e do Conselho Estratégico de Infraestrutura de Santa Catarina.

“Santa Catarina já contribui com muitos impostos e historicamente tem recebido muito pouco do governo federal. Então não seria justo colocarmos mais recursos”, analisou Aguiar, a respeito do possível investimento estadual numa obra de responsabilidade do Executivo Federal.

“A iniciativa é louvável desde que Santa Catarina não tenha mais prejuízos”, acrescentou. Um exemplo da contrapartida sugerida pelo presidente da Fiesc é a atualização de valores e amortização da dívida que o estado tem com o governo federal. “A BR 470 é fundamental para a economia catarinense e já deveria estar concluída; são apenas 74 km que ajudariam muito na melhoria do desempenho daquela região e de todo o estado”, afirmou.

Sobre o tema, o secretário da infraestrutura disse que, “independentemente da estrutura organizacional, se uma estrada pertence à esfera federal, estadual ou dos municípios, os gargalos são de Santa Catarina”.

Ele salientou que a obra salvará vidas e gerará emprego e renda.

Além de responder a perguntas a respeito dos projetos de melhorias em rodovias nas diversas regiões do estado, Vieira falou sobre os investimentos na manutenção dos aeroportos de Caçador, Joaçaba, Correia Pinto e Jaguaruna.

Outro tema discutido na reunião foi a concessão da BR 101 Sul.

O diretor-presidente da concessionária CCR Via Costeira, Fausto Camilotti, informou que desde agosto, quando a empresa assumiu o trecho de 220,42 quilômetros, já foram investidos R$ 200 milhões em melhorias.

Esse montante gerou R$ 2,3 milhões em impostos municipais. Segundo Camilotti, a parte concessionada abrange 19 municípios, que totalizam 838,7 mil habitantes e formam um Produto Interno Bruto de R$ 19,2 bilhões.

Ele informou que a cobrança de pedágio, de R$ 2,10 por praça, deve se iniciar na segunda quinzena de março.

O presidente da Fiesc destacou que a participação no evento foi solicitada pela CCR Via Costeira. “Foi uma iniciativa espontânea da concessionária que demonstra transparência e consideração pelo usuário”.