O empresário Carlos Wizard é taxativo ao defender a compra de vacinas por empresas.

"Eu prevejo que pode chegar a 5 mil óbitos por dia se essa lei não for alterada", afirma, sobre a Lei nº 14.125/21, que permite que empresas comprem imunizantes desde que sejam 100% entregues ao Sistema Único de Saúde (SUS). Junto com o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, ele é, hoje, um dos principais articuladores do setor privado a defender ajustes na lei.

As informações são da Gazeta do Povo,

Hang e Wizard pretendem comprar vacinas para os seus funcionários.

A lei, no entanto, permite a compra de vacinas pela iniciativa privada apenas na condição de que elas sejam doadas para o SUS.

Para Wizard isso representa um contrassenso: no entender do empresário, ao vacinar seus cerca de 50 mil funcionários, ele já estaria fazendo seu dever para com o SUS, pois isentaria o sistema público de saúde de ter que vacinar estas pessoas.

Proprietário do Grupo Sforza, que atua em diferentes segmentos, como fast-food, com as redes Pizza Hut, KFC e Taco Bells; e de educação, com a escola de inglês Wise Up, em sociedade com o empresário Flávio Augusto da Silva, Wizard diz que um projeto de lei atualmente debatido na Câmara veio em boa hora para corrigir a atual legislação.

"Que é uma lei inconstitucional, porque, de acordo com a Constituição brasileira, cada cidadão tem direito à saúde", afirma.

Ele defende um debate sem ideologias sobre a compra de vacinas por empresas, se mostra a favor da abertura econômica com responsabilidade e avalia o cenário político para 2022 com a perspectiva de grandes empresários disputarem o pleito.