Santa Catarina encerrou o ano com uma queda de 0,9% no Produto Interno Bruto (PIB) - menos de um quarto da queda nacional anunciada pelo IBGE, de 4,1% - segundo uma projeção da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (SDE).

O resultado, se confirmado, é pouco mais de um quarto da queda mundial, de 3,6%, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), que projeta 3,5% de queda na economia global.

Em Santa Catarina, entre os setores que mais impactaram positivamente o resultado da prévia do PIB estão a agropecuária, que cresceu 2,6% no ano passado e a construção civil, que teve alta de 10,4%, informa o estudo liderado pelo economista Paulo Zoldan.

Os serviços, que têm o maior peso no PIB, recuaram 0,4% no ano, o que significa uma retração muito menor do que a média do país.

A indústria de transformação do Estado recuou 3,9% segundo a projeção, mas teve resultados variáveis diante das dificuldades da pandemia.

Os setores de aparelhos e materiais elétricos subiu (8,5%), máquinas e equipamentos (6,7%), produtos de borracha e plástico (3,3%) e papel e celulose (1,4%).

Para o secretário da SDE, Luciano Bulignon apesar da retração já esperada, os números mostram a força produtiva do Estado.

“Vivemos tempos difíceis que a pandemia nos trouxe. Porém, o bom desempenho econômico do Estado e a sua competitividade diante das demais unidades da federação nos mostram um caminho de esperança. Temos um estado diversificado e um povo empreendedor, seguimos firmes, trabalhando em busca de um futuro de oportunidades”, avalia.

O economista da pasta Paulo Zoldan reforça que a recuperação do segundo semestre foi rápida.

“Ainda que a economia se encontre distante do nível de produção do período pré-pandemia, a retração de 2020 foi menor do que a observada na crise de 2015 e 2016, quando o PIB estadual caiu 4,2% e 2%, respectivamente”, explica