Foto Divulgação
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Santa Catarina continua com índices acima da média nacional em relação ao emprego.

O estado catarinense, pelo terceiro mês consecutivo, registrou a menor taxa de desocupação do país (8,2%) em agosto, enquanto o Brasil registrou 13,6%.

Em julho, o Estado já havia apresentado um recuo de 0,2 pontos percentuais (8,4%), se comparado com junho (8,6%).

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 23, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-Covid19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a pessoas ocupadas na informalidade, Santa Catarina também sustenta o menor percentual entre os estados, 20,3%, mesmo apontando um crescimento de 0,2 pontos percentuais em relação a julho (20,1%). Já no país, a taxa de informalidade foi de 33,9%.

São consideradas na pesquisa como pessoas ocupadas na informalidade, aquelas empregadas do setor privado ou trabalhador doméstico sem carteira assinada, empregador e trabalhador que operam por conta própria e que não contribuem para o INSS e trabalhador não remunerado em ajuda a morador do domicílio ou parente.

“Os dados divulgados pela pesquisa PNAD-Covid19 de agosto confirmam, em grande parte, o que a gente vem observando em outros setores econômicos. Vários segmentos produtivos da indústria, do comércio e serviços vêm mostrando nestes últimos meses uma recuperação consistente, além de outros dados como emprego e arrecadação, tudo evolui no mesmo sentido de retomada econômica", comenta enfatiza o economista da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Paulo Zoldan.

"Esperamos que os números sigam esta tendência de recuperação e que, muito logo, o Estado possa atingir os níveis de ocupação, de atividade econômica e produção, observados no período pré-pandemia”, completa.

População sem ocupação

Quanto à população fora da força de trabalho, Santa Catarina teve o menor percentual entre todos os estados e o único abaixo de 10%.

O Estado registrou 9%, dentre as 2,25 milhões que não estavam ocupadas e não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar. Um recuo de 0,9 pontos percentuais em relação a julho (9,8%).

No Brasil, o percentual foi de 23,3%, mais que o dobro do catarinense.

A PNAD-Covid19 apontou ainda que Santa Catarina obteve o 6º maior rendimento normalmente recebido, R$ 2.470, R$ 9 a menos que em julho. E também registrou o 5º maior rendimento efetivamente recebido entre os estados em agosto, R$ 2.294, o que representa R$ 63 a mais que em julho.

A proporção de domicílios que receberam algum auxílio emergencial também foi o menor do país, 24,8% em agosto, com valor médio de benefício em R$ 786,00.

O percentual subiu 0,3 pontos percentuais em relação a julho (24,5%) e 1,0 em relação a junho (23,8%).

 

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