Metade dos estados brasileiros em 2020 está com um PIB inferior ao registrado antes da crise, segundo um levantamento da Tendências Consultoria Integrada, a pedido do jornal Estado de São Paulo.

O pior caso é o do Sergipe, com um PIB 7,3% inferior ao registrado em 2013, antes da crise economica que se iniciou em 2014. O estudo indica que o PIB nacional caiu 1% na comparação com o que era pré-crise.

Santa Catarina, no entanto, se encontra entre a metade dos estados com resultados positivos no período: comparado a 2013, o Produto Interno Bruto de do estado cresceu 6,5%, o quinto melhor resultado do país, atrás de Mato Grosso, com 12,6%, Roraima, com 11,6%, Mato Grosso do Sul, com 8,8%, e Tocantins, com 6,8%.

Célio Bayer, vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) no Vale do Itapocu, avalia que os indicadores de evolução do PIB no País refletem o quadro de indefinições em relação às reformas estruturantes.

Foto Felipe Scotti/Divulgação

Para ele, os estados da região Sul estão com média positiva em relação a outros é explicado por conta da diversidade industrial e do volume de movimentações nos portos.

“Também é positivo que Santa Catarina tem feito ajustes administrativos importantes por parte do Governo do Estado, mas com a indefinição quanto a outros pontos, os reflexos para que a economia volte a crescer não ocorrerão na velocidade desejada”, nota, ao lembrar a reforma da Previdência e a Administrativa.

Recuperação gradual

O empresário aponta que os municípios do Vale do Itapocu começam a registrar desempenho próximo ao do período anterior à crise econômica de 2012/2013, mas que esta recuperação ainda se mostra gradual.

Segundo um estudo da Fiesc, em 2019 a atividade econômica no estado avançou 2,5% em relação ao ano anterior, além de demonstrar redução na taxa de desemprego – se caracterizando como a menor do Brasil.

“O ramo de transformação foi uma das principais responsáveis pela geração de empregos na indústria no estado. Para 2020, o destaque deve ficar para os setores da construção civil, indústria de alimentos e metalmecânica, que apresentam tendência de fortalecimento produtivo à medida que há uma evolução no nível de atividade econômica", acrescenta o relatório.

 

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