O salário mínimo ideal subiu para R$ 5.351,11 em maio de 2021, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em abril, o valor havia sido de R$ 5.330,69.

O mínimo ideal do mês é quase cinco vezes superior ao piso nacional vigente, de R$ 1.100. É também quase duas vezes a média salarial de Santa Catarina (R$ 2.756) e dois terços maior que a média de Jaraguá do Sul (R$ 2.995). A renda no estado é duas vezes maior que a brasileira, de R$ 1.380, segundo dados do IBGE.

O município goza de uma média salarial maior por conta de um grande número de trabalhadores com ensino médio completo (20,43%) e de trabalhadores recebendo acima de 5 salários mínimos (8,86% na faixa até 10 mínimos e 2,81% recebendo mais de 10 salários mínimos). Os dados são do observatório Fiesc, que aponta também que o município conta com 0,87% de sua mão de obra com pós-graduação. No entanto, 71% dos jaraguaenses vive com renda de até 2 salários mínimos - dado ainda assim melhor que o estadual, de 76%.

Para chegar ao valor, o órgão calcula o gasto necessário para sustento de uma família de quatro pessoas, considerando dois adultos e duas crianças, com base na cesta de alimentos mais cara do país.

Entre abril e maio de 2021, o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 14 das 17 cidades analisadas. A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 636,96), seguida pelas de São Paulo (R$ 636,40), Florianópolis (R$ 636,37) e Rio de Janeiro (R$ 622,76).

A pesquisa também estima o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta de alimentos. Em maio, esse tempo foi de 111 horas e 37 minutos.

A pesquisa do Dieese revela ainda que para trabalhadores remunerados com o piso nacional, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a compra de alimentos básicos para uma pessoa adulta compromete, em média, 54,84% do salário. Este valor supera o registrado em abril, de 54,36%.