Em sua sétima edição, o Relatório OCP de Expectativas de Mercado de setembro traz novas perspectivas quanto ao andamento da economia brasileira nos próximos meses.

O levantamento aponta para um leve aumento na taxa de juros e a uma redução na expectativa de queda do Produto Interno Bruto na comparação com a edição anterior - mas aponta também a evolução do otimismo de agosto e o fim das projeções de retração para a economia regional.

Divulgado mensalmente, o relatório traz a expectativa de lideranças locais sobre indicadores vitais da economia brasileira para o exercício de 2020, bem como a perspectiva de comportamento de nossa economia regional.

Foto Studio OCP

Produto Interno Bruto

A expectativa do empresariado de Jaraguá do Sul e região é que a alteração no Produto Interno Bruto (PIB), a soma de toda a produção econômica do país, seja de -5,56% em 2020, mantendo a tendência de queda, embora menos intensa do que em agosto, com projeção de 5,71%, e julho, quando se esperava queda de 7%.

A queda projetada em agosto era a mesma registrada na somatória dos anos de 2015 e 2016.

Na primeira edição do relatório, em março, se esperava um crescimento de 1,9%. A perspectiva teve mudanças nos meses seguintes: -1,1% em abril, -3,7% em maio e -5,46% em junho.

A inflação para o consumidor amplo, o IPCA, deve ficar em 1,74%, pouco maior que os 1,68% registrados na edição passada.

Cotação do dólar

Para a cotação do dólar, há expectativa de uma melhora em comparação com a vigente - abrindo esta quarta-feira a R$ 5,36.

A estimativa na sétima edição do relatório é que o dólar feche o ano em R$ 5,22, seguindo a tendência registrada de julho para a agosto, quando a expectativa passou de R$ 5,10 para R$ 5,16.

Em junho, a expectativa era que a moeda fechasse o ano a R$ 5,27, contra os R$ 5,05 de maio, R$ 4,31 de março e R$ 4,78 de abril.

Taxa Selic

A taxa básica de juros, usada pelo Comitê de Política Monetária para controlar a crise, por sua vez, deve seguir baixa: a projeção de setembro é de que ela feche o ano na faixa de2,14%, com leve alta em relação aos atuais 2%.

Percepção regional

O retorno das expectativas positivas registradas em agosto, com 10% dos consultados esperando crescimento na economia da região, teve continuidade: 29% dos consultados em setembro esperam que a região vá crescer em 2020.

71% dos entrevistados espera uma economia estagnada para a região. Contudo, em setembro não foram registradas expectativas de decréscimo para a economia local.

 

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