A região de Jaraguá do Sul é a terceira mais competitiva de Santa Catarina. É o que revelou o Índice de Competitividade Regional (ICR), instrumento recém-criado pela Secretaria de Estado da Fazenda, que analisou as 36 regiões administrativas. O ranking, divulgado esta semana, classifica as regiões de acordo com potencialidades que contribuem para a atração de investimentos. Agregando os municípios de Corupá, Guaramirim, Massaranduba e Schroeder, a região de Jaraguá do Sul ficou atrás da Grande Florianópolis e de Blumenau, que ocuparam o primeiro e segundo lugar no ranking, respectivamente. Apesar de possuir o maior PIB do estado, Joinville aparece atrás, ficando com quarto lugar. O índice foi construído tendo como base metodologias aplicadas na construção do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e do Índice de Competitividade Global, do Fórum Econômico Mundial.  O instrumento catarinense avaliou dez fatores: educação, saúde, educação superior, mercado de trabalho, sustentabilidade social e ambiental, infraestrutura, tamanho da economia, solidez fiscal e segurança pública. Cada fator é composto por indicadores como cobertura de esgotamento sanitário, taxa de homicídios e taxa de mortalidade infantil, somando um total de 66. Assim, foi possível determinar a posição relativa de cada região no ranking. O objetivo é identificar as características e diferenças regionais e, com isso, alinhar as políticas públicas à realidade socioeconômica observada. Segurança pública foi um dos fatores determinantes A região de Jaraguá do Sul teve pontuação geral de 6,32, enquanto que a Grande Florianópolis ficou com 7,03 e Blumenau, 6,59. O ICR estabelece o valor de 10 para a região com melhor desempenho e zero para o pior desempenho. Para a boa classificação de Jaraguá do Sul, os fatores que mais tiveram peso foram segurança pública, sustentabilidade ambiental e educação. Para o comandante do 14º batalhão da Polícia Militar (PM) de Jaraguá do Sul, tenente-coronel Rogério Vonk, o bom desempenho de Jaraguá do Sul na segurança pública é resultado da parceria entre todos os componentes do sistema, como a Polícia Civil, Ministério Público e o Poder Judiciário. Em relação à corporação, ele destacou o trabalho de abordagem a veículos, o que acaba prevenindo crimes, e o setor de inteligência e tecnologia, com a presença de 60 câmeras de segurança no município. Vonk também relaciona os bons índices às boas condições sociais de Jaraguá do Sul, como educação, saúde e empregabilidade. colocacao Classificação pode atrair investimentos Para o prefeito de Jaraguá do Sul, Dieter Janssen (PP), a terceira posição no ranking tem grande relevância, considerando que a região ficou na frente de cidades importantes, como Joinville e Itajaí. “Mostra que a cidade está numa linha de crescimento, tanto econômico como sustentavelmente”, disse o prefeito. Ele avaliou que o índice pode trazer resultados à região, servindo para a atração de novos investimentos e impulsionando o crescimento. Porém, há preocupação quanto a alocação de recursos do governo do Estado às regiões que obtiveram piores desempenhos. “O que também é importante, nós não podemos querer que só nossa cidade cresça, é interessante para nós também que todas as regiões se desenvolvam”, ponderou Janssen. O presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs), Giuliano Donini, também acredita que a classificação é positiva e deve ser destacada. No entanto, ele chama atenção para o caráter quantitativo da avaliação, que acaba levando em conta somente os fatores numéricos e não qualitativos dos indicadores. Donini ressaltou que a classe empresarial, por meio da Acijs, e também a sociedade civil são contribuintes para os bons resultados de Jaraguá do Sul. “A Acijs tem se envolvido diretamente em questões como educação, como, por exemplo, o projeto Professor Nota 1000, juntamente com o poder público”, ressaltou o presidente. Apesar do bom desempenho e das oportunidades que se apresentam, destacadas no resultado, Donini acredita que também há desafios a serem superados, como a situação financeira dos hospitais e a agilidade nos serviços prestados pelo poder público, especialmente no setor do empreendedorismo. “A (falta de) nota fiscal eletrônica é um exemplo, a Praça do Empreendedor também. Estamos batalhando para viabilizar”, citou o presidente.