Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Redução de incentivos fiscais preocupa indústria

Foto: Divulgação/Fiesc

Por: Elisângela Pezzutti

23/06/2026 - 17:06 - Atualizada em: 23/06/2026 - 17:19

A entrada em vigor da Lei Complementar 224/2025 tem ampliado a preocupação do setor produtivo em relação aos efeitos da redução linear de incentivos fiscais e às mudanças no ambiente tributário brasileiro. O tema foi debatido durante reunião do Conselho de Assuntos Tributários da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que reuniu especialistas para analisar os impactos das novas regras sobre a competitividade da indústria.

O advogado tributarista Rafael Nichele destacou que parte dos mecanismos classificados como incentivos fiscais têm papel fundamental na estruturação das cadeias produtivas e não deve ser compreendida apenas como uma renúncia de arrecadação.

“O que muitas vezes é chamado de benefício não representa um favor ao contribuinte, mas um instrumento para evitar o acúmulo de tributação ao longo da cadeia produtiva”, afirmou o advogado.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Segundo Nichele, a redução desses mecanismos pode elevar custos para diversos segmentos industriais, especialmente aqueles com cadeias produtivas mais longas e maior dependência de créditos tributários. Na avaliação do especialista, setores como o agronegócio e a indústria de transformação tendem a sentir de forma mais intensa os efeitos das mudanças.

Outro ponto de preocupação apontado durante o encontro é a limitação ao aproveitamento de créditos tributários, aspecto que pode comprometer a neutralidade econômica buscada pelo sistema e gerar impactos sobre investimentos e planejamento empresarial.

Para o advogado, a velocidade de implementação das alterações e as frequentes atualizações das orientações administrativas também aumentam a complexidade do cenário para as empresas.

“A sucessão de mudanças e de interpretações administrativas dificulta o planejamento das empresas e amplia a insegurança jurídica em um momento que exige previsibilidade para investimentos e decisões de longo prazo”, observou Nichele.

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.