A rede de supermercados Giassi projeta empregar 600 pessoas em Jaraguá do Sul ao inaugurar seu empreendimento na cidade. As obras devem começar nesta semana com a sondagem do solo, afirma o presidente e fundador da empresa, Zefiro Giassi. No mês passado, o negócio teve o alvará de construção liberado pelo município e a intenção é inaugurar a loja “o mais rápido possível”, nas palavras do presidente. O anúncio da implantação ocorreu em fevereiro do ano passado, mas a espera por autorizações legais atrasaram a construção, diz o presidente. Giassi evita dar uma previsão de inauguração, mas afirma o desejo de ter o empreendimento pronto sem demora. “Nós precisamos inaugurar o mais rápido possível, mas não podemos lutar contra o tempo. Às vezes ocorrem imprevistos desagradáveis, queremos o mais curto período de tempo necessário”, diz o empresário. O projeto é construir um supermercado semelhante às duas unidades da rede em Joinville, com praça de alimentação, pet shop, farmácia e outras lojas complementares. O mercado deve empregar de 400 a 500 trabalhadores, diz Giassi. “Com as outras lojas dentro do empreendimento, vamos superar 600 funcionários”, afirma. A injeção na economia local deve vir, além dos empregos diretos, pela valorização de fornecedores. “Sempre procuramos apoiar o máximo possível a produção regional, nem sempre é possível atender a todos, mas queremos prestigiar a localidade”, enfatiza. O empreendimento será na Rua Gumercindo da Silva, no centro da cidade, em terreno que pertencia ao Grupo Breithaupt. Com sede em Araranguá, o Giassi tem atualmente 14 supermercados em Santa Catarina e está em 22° no ranking nacional em faturamento do segmento. No Estado, fica em segundo lugar. Além de Jaraguá do Sul, a rede também projeta se expandir para Itajaí. Mais resistentes às dificuldades econômicas, por vender produtos essenciais ao consumo como alimentos, o setor investiu no ano passado R$ 3,9 bilhões, valor quase 60% superior ao previsto, afirma a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A expectativa para este ano é que os investimentos alcancem R$ 3,2 bilhões. Os números não contemplam redes como Carrefour e Walmart. Já o faturamento nominal do setor atingiu R$ 315,8 bilhões em 2015, valor 7% superior ao registrado no ano anterior. linha flecha pagina 9 OCP - Quando as obras devem começar? Giassi - Esta semana inicia a sondagem do terreno. Queremos começar as obras de imediato. Nós precisamos inaugurar o mais rápido possível, mas não podemos lutar contra o tempo. Às vezes ocorrem imprevistos desagradáveis, queremos o mais curto período de tempo necessário Como será a loja? Toda a loja tem seu layout dependendo do terreno, mas vamos fazer como já temos nas duas unidades em Joinville, com a loja tradicional de supermercado e acompanhando praça de alimentação, pet shop, farmácia e outras. Quantos funcionários? Pelo tamanho, de 400 a 500 trabalhadores diretos no supermercado. Com as outras lojas dentro do empreendimento, vamos superar 600 funcionários. E o objetivo é empregar pessoas da cidade, toda vez que você leva gente de fora o custo é maior. A rede deve aproveitar fornecedores locais? Sempre procuramos apoiar o máximo possível a produção regional, nem sempre é possível atender a todos, mas queremos prestigiar a localidade. Por que o Giassi escolheu Jaraguá do Sul? Jaraguá é uma cidade onde tem uma população razoável, poder aquisitivo bom e promete um crescimento bom. E a concorrência? Todo espaço está sendo cada dia mais ocupado, isso é natural com a expansão do segmento. Temos oportunidades e também temos ameaças. Jaraguá é bem servida, mas podemos somar para a população. O investimento num período de crise envolve riscos? Há alguns anos fazemos um trabalho independente de bancos e governo. Temos a nossa meta. Acho que esta é uma época oportuna, enquanto alguns desistem o importante é avançarmos. Não podemos falar em crise, temos que tentar atingir nossa meta. O setor foi afetado nos últimos meses? Não podemos chorar pelo leite derramado, essa situação financeira do País com toda certeza atingiu todos os segmentos, uns mais outros menos. Como os supermercados vendem alimentos, não foram tão afetados. Se falta dinheiro para o consumidor comprar um produto mais caro, ele escolhe outro de menor preço, mas não deixa de comer. A lucratividade reduziu, mas o faturamento está em equilíbrio.