A Celesc bateu na última quarta-feira (12) o recorde histórico de consumo: às 15h daquele dia, a quantidade de energia exigida foi de 4.826MW, valor 1,4% superior ao recorde anterior de 4.760 MW, registrado em 20 de fevereiro de 2017, também às 15h.

Segundo o gerente regional da Celesc, Wagner Vogel, não é comum que o recorde seja atingido em dezembro, mas a rede está preparada para essa alta demanda por energia.

"Normalmente este recorde é atingido em janeiro ou fevereiro, então estamos atentos para o aumento do consumo", diz Vogel.

As altas temperaturas, aliadas aos sistemas de refrigeração das residências, comércio e empresas operando ao mesmo tempo, favorecem essa demanda, conforme explica o gerente da Divisão de Pré-Operação do Sistema Elétrico da Celesc, André Konig.

“Esse valor pode ser superado na semana que vem ou durante os meses de janeiro e fevereiro de 2019, podendo se aproximar de 5 mil MW, dependendo da temperatura ambiente verificada e do retorno da atividade econômica”, alerta.

Mas esse alto consumo não está associado às quedas de energia como as que foram registradas na última semana em Jaraguá do Sul, afirma Vogel.

"Não estamos sofrendo risco de falta de energia por conta do consumo, o que tivemos no fim de semana foram quedas pontuais por fatores climáticos, como quedas de árvore e desmoronamentos causados pela chuva", explica Vogel.

A estatal tem acompanhado de perto a capacidade dos transformadores e redirecionado carga conforme as unidades se aproximam do limite.

"Temos bastante folga neste sentido, na região a unidade com maior consumo é a subestação do Rio da Luz, que já vai ter o seu transformador trocado em março, mas nenhuma que esteja em risco aqui na região", avalia o gerente regional.

Sobrecarga da rede doméstica

Apesar do consumo não estar ligado à possíveis quedas de energia no período, marcado por maior incidência de chuvas fortes, vale ressaltar que a estabilidade da rede elétrica não impede a rede doméstica de ter sobrecargas.

"O que recomendamos é que os consumidores, ao instalarem a rede em suas casas, dediquem disjuntores para cada cômodo, de forma que em caso de sobrecarga a queda seja localizada", diz Vogel.

Além disso, ele ressalta os conselhos básicos: consumo moderado, evitando desperdícios, como deixar luzes acessas ou aparelhos ligados desnecessariamente, assim como controle adequado nas temperaturas do chuveiro e do ar-condicionado.

"Nesta época não temos tanto consumo com chuveiros, pois os banhos não exigem temperaturas altas devido ao calor, mas há algum exagero nas temperaturas do ar-condicionado", diz.

Os dois aparelhos estão entre as fontes mais comuns de sobrecargas domésticas.

 

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