O IBGE apresentou esta semana a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) que apresentou um quadro decepcionante quanto às atividades de serviço em Santa Catarina e no Brasil, mas evidenciou um crescimento nas atividades de turismo.

De acordo com os números apresentados, a receita das atividades no setor reagiu em março se comparada ao mesmo mês de 2017: alta de 5,5% em SC e de 3% no país. No resultado acumulado em 12 meses, a variação é ainda mais positiva: 12,5%, bem acima da média nacional de 4,5%. Já o volume teve comportamento diferente: enquanto cresceu 5,5% no Estado, retraiu 5,2% no cenário nacional em 12 meses.

A queda do volume de serviços também se repetiu no estado (-1,3%) e no país (-0,8%) na comparação com março de 2017. De abril de 2017 a março de 2018 a queda foi de 3,3% em Santa Catarina e de 2,0% no Brasil.

Já o segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares caiu 15,4% em termos de volume na comparação com o mesmo mês do ano passado, seguido pelos serviços de comunicação e informação, com queda de 2,2%.

Todos os demais segmentos apresentaram crescimento no volume, com destaque para os serviços prestados às famílias (8,0%), reflexo do arrefecimento da inflação e a leve recuperação do emprego, os transportes (4,9%).

“A retomada do setor não deve acontecer em 2018, visto que o cenário ainda é de bastante cautela por parte da indústria e de crise fiscal nas esferas governamentais- dois dos principais demandantes dos serviços”, analisa o economista da Fecomércio SC, Luciano Córdova.

A lenta recuperação também se deve a três fatores: os serviços foram pouco beneficiados por estímulos governamentais; dependem da expansão da massa salarial, que não recuperou o nível pré-crise; e as mudanças no consumo das famílias, a exemplo da troca da refeição no restaurante pela comida feita em casa.