Segundo extensionista da Epagri, programa irá reunir informações detalhadas a respeito da produção - Foto: Eduardo Montecino/OCP Online
Segundo extensionista da Epagri, programa irá reunir informações detalhadas a respeito da produção - Foto: Eduardo Montecino/OCP Online
Já imaginou ir ao mercado e conhecer todo o processo de plantio, cultivo e distribuição da banana produzida na região? Em pouco tempo essa ideia irá se tornar realidade. Até o fim deste mês, a Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco) irá implementar um projeto de rastreabilidade da banana que irá beneficiar mais de mil produtores nos municípios de Corupá, Jaraguá do Sul, Guaramirim, Schroeder, Massaranduba, Joinville, Garuva, Luis Alves e São João do Itaperiu. A iniciativa tem como objetivo garantir a qualidade da fruta e agregar mais valor aos produtores locais.
De acordo com secretária executiva da Asbanco, Eliane Muller, o projeto será dividido em três etapas, sendo que a primeira delas inclui a aquisição de 192 balanças para a venda em quilo. Luis Alves é o município que receberá o maior número de balanças: 60. Em seguida vêm Corupá (51), Massaranduba (40), Garuva (16), Schroeder (15) e Guaramirim (10). Na segunda etapa, será montado um laboratório de informática nas associações dos nove municípios, com computadores, impressoras e equipamentos de armazenamento.
“A terceira etapa será o sistema de rastreabilidade, que irá rastrear todo o processo produtivo, com dados como: época do plantio, de onde vem a semente, o que foi utilizado durante o cultivo, como foi transportado, tudo. Isso garante a qualidade do alimento”, explica Eliane.
Investimento de R$ 500 mil
No total, serão investidos R$ 500 mil, sendo R$ 400 mil obtidos por meio do SC Rural (programa do Governo de Santa Catarina em parceria com o Banco Mundial – BIRD) e R$ 100 mil como contrapartida do setor. “Iremos formar uma rede entre as associações do Norte catarinense, criando um banco de dados conjunto e ajudando a estruturar as entidades para enfrentar o mercado”, explica o extensionista rural da Epagri, George Livramento.
O projeto foi aprovado e está em fase de adequações. O objetivo é que todos os equipamentos estejam instalados e prontos para o uso até maio. Os produtores devem passar por cursos de capacitação para aprender a utilizar a ferramenta. “A adaptação deve ser rápida, até porque eles já utilizam cadernos de campo para controle dessas informações. A diferença é que este será digital”, comenta a engenheira agrônoma Claudia Sehn.
Além de facilitar o controle da produção e acabar com os registros em papel, a ferramenta também deve ajudar a aproximar o consumidor local dos produtores da região, avalia Livramento.
Ao todo, serão investidos cerca de R$ 60 mil no sistema, desenvolvido especialmente para o setor. Inicialmente, apenas os revendedores terão acesso às informações do produto. Entretanto, a equipe estuda a criação de um site que terá como objetivo disponibilizar os dados também para o consumidor final. O investimento previsto para o portal é de R$ 10 mil, pagos com recursos próprios das entidades.