Foto: Ilustrativa
Foto: Ilustrativa
A queda de 39% nas importações em Jaraguá do Sul nos dois primeiros meses do ano, na relação com o mesmo período do ano passado, é um forte indicativo de como o setor empresarial tem optado por uma atuação cada vez mais voltada para o mercado interno. A avaliação é do economista e professor de Administração da Católica SC Jamis Antonio Piazza, que considera esse um movimento importante para a saúde econômica das empresas e dos próprios consumidores.
“O Brasil vive uma instabilidade política muito grande, e em função dessa instabilidade temos uma desvalorização muito grande da moeda. Isso gera um cenário negativo para a importação, pois os insumos ficam mais caros e as empresas precisam repassar esse custo para o preço final da mercadoria”, explica o economista.
Para se ter uma ideia, o valor das importações da China, principal fonte de compras externas das empresas no município, caiu 48% em janeiro e fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015. Este ano, foram importados do país asiático US$ 10,5 milhões em produtos, contra US$ 20,3 milhões nos dois primeiros meses do ano passado. A queda representa uma mudança no cenário interno, se levado em conta o fato de que nos dois primeiros meses de 2015 as importações cresceram 32% em relação ao mesmo período de 2014.
“O que vemos é a indústria substituindo os insumos, buscando alternativas que permitam fugir da importação”, observa o economista.
Infografia: O Correio do Povo
Infografia: O Correio do Povo
China perde força
De acordo com a economista consultora da Fiesc Graciella Martignago, é possível identificar na China, uma das economias mais representativas em termos de crescimento nos últimos anos.
“A China tem o segundo Produto Interno Bruto (PIB) e os maiores volumes de comércio exterior e reservas internacionais do mundo. Apesar desses números impressionantes, tem enfrentado uma série de problemas e as taxas de crescimento não voltarão a ser de dois dígitos como eram em anos anteriores. Isso traz uma nova conjuntura que exigirá a adaptação das estratégias das empresas frente a esse mercado”, avalia ela.
Segundo a economista, a partir de agora a China busca crescer “para dentro”, a partir do consumo, mas tem dificuldades em absorver a produção e precisa resolver problemas nos sistemas financeiro e imobiliário.
Nos primeiros dois meses do ano, Jaraguá do Sul comercializou US$ 169,484 mil em produtos para o país asiático, o que representa uma queda de 64,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas para este país somaram US$ 476.887.