O gerente de Vendas de Energia Solar da WEG, Harry Schmelzer Neto, representou a empresa no lançamento, ontem (17) na sede da Federação das Indústrias,em Florianópolis, do Programa Indústria Solar, iniciativa inédita no Brasil e que une duas das maiores empresas de energia do país, a multinacional jaraguaense e a Engie. Oobjetivo é incentivar a geração de energia solar para mais de 50 mil indústrias do estado. A primeira fase do projeto piloto oferecerá a partir do dia 20 de novembro sistemas fotovoltaicos residenciais com condições de financiamento facilitadas para cerca de 40 mil colaboradores da Fiesc, WEG, Engie, Sesi, Senai, Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e Celesc. Outras empresas poderão aderir ao projeto ainda este ano. Para a segunda etapa em 2018, quando entram as indústrias, o presidente da Fiesc pediu ao presidente da Câmara de Desenvolvimento da WEG unida a Engie, Fiesc e Celesc oferece acesso facilitado aos sistema pelo Programa Indústria Solar. Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, a conta de energia passa a figurar entre os grandes vilões do orçamento dos brasileiros. Este ano, quem não abre mão de ligar o ar condicionado durante os dias mais quentes terá que se preparar para desembolsar ainda mais pelo serviço. Isso porque a partir de novembro a taxa extra cobrada no patamar 2 da bandeira tarifária vermelha ficará 42,8% mais cara. Com o reajuste, a taxa passará dos atuais R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kWh consumidos. A medida foi aprovada esta semana pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que propôs também um novo sistema de ativamento das bandeiras tarifárias, que vai passar a levar em conta o risco hidrológico do país.  Atualmente, a metodologia considera apenas o preço da energia no mercado de curto prazo (PDL). Na nova proposta, a bandeira verde continua como está, sem taxa extra, enquanto na bandeira amarela a taxa passa de R$ 2 para R$ 1 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. Já no primeiro patamar da bandeira vermelha o adicional de R$ 3 a cada 100 kwh. O modelo prevê que a bandeira verde seja acionada somente quando não houver déficit hídrico, ou seja, quando as usinas hidrelétricas forem capazes de produzir toda a energia que vendem em contrato. Já as demais bandeiras dependerão de uma relação entre o nível de risco hidrológico e o custo de energia no mercado de curto prazo. Em outubro a Aneel ativou o patamar 2 da bandeira vermelha pela primeira vez desde que este bandeira foi dividida em duas graduações, em janeiro de 2016. Esta semana o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino declarou que “dificilmente sairemos do segundo patamar da bandeira vermelha em novembro”. CONTA DE ENERGIA TERÁ AUMENTO DE 42,8% A PARTIR DE NOVEMBRO Micro e Pequena Indústria e vice-presidente da entidade no Vale do Itapocu, Célio Bayer, que amplie a divulgação do programa nesse setor para conseguir o maior número de adesões possíveis. O diretor de Geração Solar Distribuída da Engie, Rodrigo Kimura, fez a apresentação do projeto e lembrou que se somente 10% dos colaboradores das empresas pioneiras aderirem já serão 4 mil novos sistemas fotovoltaicos entrando em operação num país que hoje só tem 16 mil conectados à rede elétrica. Serão dois modelos residenciais, um deles de R$ 10,4 mil e outro de R$ 16,3 mil, com 10% de entrada e pagamento em 60 meses. Para as indústrias os preços são de R$ 67.5 mil e R$ 217,3 mil com a mesma entrada, mas com pagamento em 120 meses. O financiamento será feito pelo BRDE, Badesc e Cecred. Assinaram o programa, entre outros, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, o gerente de Vendas de Energia Solar da WEG, Harry Schmelzer Neto, o presidente da Engie, Rodolfo Pinto e o presidente da Celesc, Cleverson Siewert.